Entrevista - Fernanda Takai

Fernanda Takai

Divulgação Shopping Boulevard Tatuapé /Foto Gustavo Scatena

Fernanda Takai, líder da banda pop Pato Fu, é dessas mulheres absolutamente produtivas! Como muitas de nós, ela luta para conciliar a carreira com a rotina de mãe da pequena Nina, de 4 anos, e esposa do músico John Ulhoa, seu companheiro na banda.

A cantora vive atualmente uma fase de vida focada em novos projetos. Além do CD “Onde brilhem os olhos seus”, com canções de Nara Leão, ela lançou o livro “Nunca Subestime uma Mulherzinha”, uma coletânea de contos e crônicas autobiográficos escritos para jornais. Com os companheiros do Pato Fu, Fernanda pretende lançar um novo trabalho só no próximo ano. As atenções agora estão focadas para seus trabalhos paralelos e sua família.

Formada em comunicação, a amapaense de 36 anos criada em Minas Gerais, escreve, canta e toca na banda Pato Fu. Criado em 1992, o grupo mineiro foi considerado uma das dez melhores bandas do mundo, ao lado do Radiohead e U2, pela revista americana Time.

Para conciliar, Fernanda vive atualmente uma “correria louca”, como ela mesma define. Em entrevista ao Vila Glitter, a cantora conta sobre seus mais recentes trabalhos e a rotina como mãe, em meio à sua vida agitada.

Qual a sensação de ingressar na carreira solo?

Ainda não acho que seja uma carreira solo. É apenas um projeto solo, porque a minha banda continua. Posso dizer que estou tendo mais trabalho do que nunca, mas a sensação de realização e produtividade é muito boa.

Como você concilia a carreira solo com a banda?

Dormindo bem menos. Tem sido uma correria louca, mas por enquanto tenho conseguido. Os outros integrantes da banda têm seus projetos alternativos também. Há momentos na carreira que são assim mesmo, exigem mais da gente. Então, é importante priorizar esses instantes, depois a gente retoma um ritmo mais humano.

Como é sua rotina como mãe? Consegue conciliar a carreira com a maternidade?

Quando estou em Belo Horizonte, levanto cedo, pois a Nina geralmente acorda entre 6 e 7 da manhã. Montamos a mesa de café juntas, acordamos o John e depois vamos fazer os deveres de escola e brincar ao ar livre. Ela estuda à tarde, então, lá pelas 13 horas a levo na escolinha. Tenho então um tempinho para por a agenda em dia, entrevistas, compras para casa, reuniões no escritório. Eu ou John buscamos nossa filha na escolinha, lá pelas 18 horas ela janta, toma banho, brincamos um pouco e às 20 horas a Nina vai dormir. Mas tenho ficado muito fora de minha casa, então, minha mãe vem para cá e mantém a rotina saudável da Nina. Raramente ela viaja com a gente. Espero que esteja conseguindo não ser uma mãe tão ausente com tantas viagens.

Tem planos para lançar um novo CD com o Pato Fu?

Só no ano que vem. O Ricardo Koctus, nosso baixista, está concluindo um álbum solo autoral e vai lançá-lo no segundo semestre agora.

Como foi escrever um livro? De onde veio a inspiração?

Não escrevi tudo de uma vez. Toda sexta, há três anos, publico um texto no jornal Estado de Minas e quinzenalmente no Correio Braziliense. Eles foram se acumulando e um dia o editor da Panda Books achou que seria interessante lançar uma primeira coletânea. A minha inspiração maior vem do cotidiano mesmo. Só que o meu é muito variado por conta das viagens, da filha, carreira etc.

De onde veio essa inspiração para um CD com músicas da Nara Leão? Já era uma admiradora há muito tempo?

Eu escuto a Nara desde muito pequena, porque meus pais gostavam dela. Sempre tive discos em casa. O Nelson Motta quando me convidou para fazer o disco, nem sabia disso. Ele intuiu uma semelhança entre a gente. A idéia foi mostrar como Nara gravou um repertório muito amplo, escolheu canções de maneira inteligente e verdadeira ao longo da vida. Para mim, também é a oportunidade de me mostrar como intérprete para um público ainda maior do que aquele que me conhece do universo pop rock do Pato Fu.

Fonte - MBPress

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