Celebridades plastificadas

Celebridades plastificadas

Foto Divulgação Glória Menezes/TV Globo/ Ângela Bismarchi e Ana Maria/ Arquivo MBPress

Arrebitar o nariz, aumentar os seios, disfarçar as rugas. A busca incessante pela perfeição tem feito com que mulheres cometam verdadeiros exageros em nome da beleza. Até mesmo celebridades parecem nunca encontrar um limite nestas mudanças. Mas até que ponto isso é saudável?

Segundo Wandler de Pádua, cirurgião plástico de Brasília, quem determina é o bom senso. “Será sempre saudável enquanto evitarmos o exagero e nos aproximarmos da naturalidade”, diz. Ainda de acordo com o médico, exagero é tudo aquilo que chama mais atenção do que o que havia antes de o procedimento ser feito. O ator Silvester Stalone é um exemplo disso, já que surpreendeu a todos com um rosto diferente em seu último filme “Rocky Balboa”.

Ana Maria Braga e Glória Menezes estão no topo da lista das celebridades plastificadas citadas pela comunidade do Vila Mulher que modificam o rosto em busca do rejuvenescimento. Mas ninguém ganha da modelo e agora cantora sertaneja, Ângela Bismarchi. Com apenas 36 anos, a loira já realizou mais de 40 procedimentos cirúrgicos. Entre eles, silicone, lipoaspiração, orientalização dos olhos e reconstrução do hímen. É casada atualmente com o cirurgião plástico Wagner de Moraes, com o qual realizou diversas cirurgias.

Achar um defeitinho aqui, outro ali. Isso é normal para qualquer mulher. E os avanços da medicina estão aí para resolver nossos impasses. O ideal de beleza é algo pessoal, mas um bom resultado está na harmonia, e não na perfeição. “Cada pessoa deverá saber o que lhe incomoda, mas não fazer da cirurgia uma banalização. Cabe tanto ao médico quanto a paciente ponderarem a respeito dos exageros.”, afirma Wandler.

O dermatologista Dr. Luiz Fernando Tovo acredita que esta busca por uma aparência jovem tem um motivo óbvio. “Hoje a população vive mais, e conseqüentemente envelhece mais. Então é necessário que a aparência acompanhe e esteja sempre jovem”, explica.

A obsessão pela beleza a qualquer custo pode, entretanto, se tornar uma doença. É o chamado Transtorno Dismórfico Corporal, que acontece quando a pessoa encontra defeitos em seu corpo constantemente. Muitas vezes, estes pensamentos parecem delirantes e são acompanhados da mania de se olhar no espelho, recheada de autocríticas. Segundo Luiz Fernando, estas pessoas precisam de acompanhamento psicológico, e não de um tratamento estético.

“Nós encaminhamos muitos pacientes para um psicólogo, porque ele precisa cuidar dele por dentro primeiro, e depois cuidar por fora. A mídia muitas vezes oferece padrões de beleza que não são normais. Isso leva a supervalorização da “embalagem”, e faz as pessoas se submeterem a padrões que não existem”, afirma. Ainda segundo o dermatologista, os problemas emocionais podem levar para o corpo uma frustração, levando a pessoa a acreditar que aquela modificação cirúrgica vai resolver seus problemas. Ou seja: a pessoa fica sempre insatisfeita, faz tratamentos, mas nada é resolvido. Dr. Wandler completa: “A valorização exclusiva da beleza afasta as pessoas cada vez mais dos verdadeiros valores da vida”.

Cirurgia plástica, portanto, é uma boa opção para se resolver alguma coisa que realmente incomoda no corpo. Entretanto, tudo deve ser muito bem pensado (e repensado). Decisões de momento ou repentinas costumam trazer arrependimento. Portanto é importante verificar se este defeitinho vem mesmo de fora, ou se é mais um problema de auto-estima que merece acompanhamento psicológico.

Além disso, vale lembrar que, caso se decida por uma plástica, é importante procurar cirurgiões plásticos da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e conhecer pacientes antigos do profissional. Só assim para ter certeza de que está colocando sua aparência em mãos seguras. E por fim, nada de exageros!

Fonte - MBPress

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