Atriz com nanismo, Juliana Caldas fala sobre preconceito

Juliana Caldas fala sobre nanismo, preconceito e rejeição
Juliana Caldas

Foto: Reprodução

Vítimas de preconceitos de todos os tipos, pessoas com nanismo estão ganhando visibilidade com a presença da atriz Juliana Caldas na novela “O outro lado do paraíso”. A anomalia tem mais de 400 tipos, sendo a acondroplasia a mais comum: uma síndrome genética que acomete cerca de 250 mil pessoas no mundo, de acordo com a associação “Somos todos gigantes”.

Juliana sabe da importância de ser porta-voz de uma causa nobre. Nesta quarta-feira, é celebrado o Dia Nacional de Preconceito Contra a Pessoa com Nanismo e ela falou um pouco sobre o assunto para o Jornal O Globo. Dá só uma olhada:

— É bom ter a oportunidade de falar desse tema e poder mostrar que somos pessoas que têm essa deficiência, mas que, antes de tudo, somos seres humanos. Preconceito é falta de conhecimento. Quando conhecemos um deficiente, descobrimos do que ele é capaz — diz a atriz, que completa: — Não quero levantar só a minha bandeira. Conheço pessoas com vários tipos de deficiência e fico de boca aberta em ver as coisas que elas são capazes de fazer.

Na trama de Walcyr Carrasco, Juliana, na pele de Estela, sofre preconceito da própria mãe, Sophia (Marieta Severo). Fora da ficção, a artista, com longa carreira no teatro infantil, nunca passou por esse problema. Mas tem consciência de que a questão tratada na TV não é coisa de novela.

Juliana Caldas

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— Rejeição acontece, sim! Se não acontece na família, acontece na sociedade. Felizmente, não passei por isso na família, nem na escola ou com amigos. Acredito que Sophia não sabe lidar com a filha. Preferiu colocá-la para estudar fora só para não ter que gastar o seu tempo pensando em como ajudar a Estela. Outra questão que a novela vai abordar, além do preconceito, é a necessidade da acessibilidade.

Juliana Caldas

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Consciente do seu papel como cidadã, Juliana já fez valer seu direito de comprar ingresso para um show na primeira fila, já que, se ficasse distante, não conseguiria enxergar o palco. O que a atriz não se incomoda é de ser chamada de anã:

— Se não for de uma forma pejorativa, não vejo problema. Sou anã e não vou negar. Mas, entre nós, nos chamamos de pequenos.

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