5 atletas Paralímpicas que queremos ver mais na mídia

A delegação brasileira dos Jogos Paralímpicos está cheia de mulheres fortes para inspirar os brasileiros

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Os Jogos Paralímpicos (que venderam 130 mil ingressos em um dia, graça as campanhas na internet), tem um papel muito importante em tornar a sociedade mais inclusiva para deficientes, além disso, é uma oportunidade para aumentar a representatividade destes atletas na mídia e temos que aproveitar ao máximo esse momento para divulgar os 285 atletas Paralímpicos que formam a delegação brasileira (com 100 atletas mulheres), a maior da nossa história.

Dia 7 de setembro, os Jogos Paralímpicos do Rio 2016 começam, e está na hora de conhecermos mais sobre as atletas que vão trazer muito orgulho para o Brasil. Já vimos muitas mulheres inspiradoras com as Olimpíadas, mas ainda tem muitas outras para conhecer. Vamos começar com algumas delas:


Terezinha Guilhermina

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Velocista brasileira - especializada nas corridas de 100 metros rasos, 200 metros rasos e 400 metros rasos, ela já trouxe mais de 100 medalhas para o Brasil em diversas competições, sendo 2 delas, medalhas de ouro nos jogos Paralímpicos de Londres em 2012.

Terezinha tem uma doença degenerativa que a deixou cega. Essa foi mais uma das dificuldades da vida dela. Perdeu a mãe aos 9 anos e no ano seguinte foi abandonada pelo pai. Depois de ouvir "você não vai conseguir" para muita coisa na vida, ganhou sua primeira corrida já cega, aos 22 anos. De lá para cá, foram muitas provas de que não tem dificuldade que a deixe para trás, hoje é considerada por muitos, a mulher cega mais rápida do mundo. Saiba mais sobre a história dela

Raissa Machado

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Ela tem apenas 19 anos mas já é a terceira no ranking mundial de atletismo Paralímpicos. Raissa é paralítica e encontrou no esporte um caminho de superação que ainda a ajuda a realizar seu objetivo de vida de viajar pelo mundo.

A força de vontade nos treinos, a tornam uma atleta que evolui rapido e surpreende nas provas. Ela passou a integrar a seleção brasileira em 2015, sonhando com os Jogos Paralímpicos de 2020, mas o esforço adiantou o sonho e vamos poder vê-la competindo nos jogos do Rio 2016

Bruna Alexandre

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Foi uma trombose que fez que Bruna ter um dos braços amputado aos 3 anos de idade, mas não tiraria mais nada dela. Hoje aos 19 anos, ela nunca deixou que a deficiência a privasse de nenhum tipo de experiência, apaixonada por esportes desde cedo, tentou várias modalidades, até se encontrar no tênis de mesa.

Nas Paralimpiadas de Londres em 2012, Bruna teve a chance de disputar com sua ídola, a polonesa  Natalia Partyka, mais um sonho que o esporte realizou. O sonho agora é a medalha de ouro no RIO 2016. Estamos na torcida!

Camille Rodrigues

Com quase 50 mil seguidores no Instagram, a Nadadora paralímpica dos 100m e 400m, está sendo chamada de musa das Olimpíadas e vai ser destaque da edição de setembro da Playboy. Ela não rejeita o titulo de musa e diz que se sente maravilhosa e pronta para trazer o ouro para o Brasil.

Camille não vê a deficiência como um impedimento em sua vida, mas sim algo que só lhe trouxe coisas boas. “Conheci metade do mundo por ser deficiente. Já apareci na Globo pela minha deficiência. Descobri um esporte e uma vocação por causa disso. Como não ser feliz?”. Veja mais da entrevista com Camille

Claudia Santos

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Em 2000, Claudia perdeu a perna ao ser atropelada por um carro, voltando do trabalho como telefonista. Ali muita coisa mudou, incluindo a profissão. Em 2006, depois de diversas cirurgias e anos de reabilitação, as aulas de natação a trouxeram para o remo. Um ano depois de começar a treinar, ela já era campeã mundial em Munique.

Terceira no ranking mundial da categoria, Claudia fez bonito nas Paralimpiadas de Pequim e Londres, e esse ano no Rio, vai ser motivo de muito orgulho para o Brasil.

Por Redação Vila Mulher

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