A história trágica de Harley Quinn, do Esquadrão Suicida

Entenda porque Harley Quinn, de Esquadrão Suicida não deve ser exemplo para mulher nenhuma
Harley Quinn

A personagem não foi criada para servir de modelo para ninguém. Saiba o motivo. Foto: Reprodução

O filme "Esquadrão Suicida" mal estreou e uma série de mulheres já estão adorando a personagem Harley Quinn, interpretada nas telonas por Margot Robbie. Vista como "gostosa" para a grande maioria dos nerds, Harley - ou Alerquina, para quem preferir - vem sido a queridinha das mulheres também por ser uma personagem feminina forte no longa. O fato é que Harley não pode continuar servindo de inspiração para ninguém, porque muita gente ainda não sabe da sua verdadeira história.


Resumindo, trata-se de uma mulher que ficou louca de tanto ter sido abusada pelo Coringa. Ela vive um relacionamento abusivo com o vilão onde é maltratada, torturada e manipulada de todas as formas pelo arqui-inimigo do Batman, tudo isso sem perceber.

Harley Quinn

Reprodução

Harley na verdade é uma psiquiatra que foi designada para tratar o Coringa. Ele a manipulou para amá-lo e a fazer de animal de estimação, um fantoche. Ele a usa para seu ganho pessoal e, praticamente, não se preocupa com ela. Por outro lado, Harley Quinn é desesperadamente apaixonada por ele e acredita que seja recíproco. Esse que é a grande tragédia: Harley nunca o deixa por acreditar que ele a ame tanto quanto ela o ama, assim como em muitos casos de violência doméstica. 

Harley Quinn

Reprodução

Pode se tratar de ficção mas a mensagem por trás do drama da personagem é bem real, e pior: comum. Em relacionamentos abusivos, o abusador busca controlar ações da parceira. Ele é possessivo e violento, seja psicologicamente ou fisicamente.

Harley Quinn

O fato é que muitas pessoas romantizam a relação dos personagens como se fosse algum exemplo perfeito de amor, de duas mentes imperfeitas que se completam, quando na verdade Harley Quinn foi concebida para ser um exemplo do que não se deve ser.

Outro ponto importante a se observar na personagem é hipersexualização da personagem. É bem possível valorizar a força das mulheres sem precisar transforma-las em fetiche para os fãs, não é mesmo? Mas essa pauta fica para outra discussão!

Por Thamirys Teixeira

Comente