Você se ilude com filmes românticos?

Você se ilude com filmes românticos

Cena de "Brilho eterno de uma mente sem lembrança". Foto Reprodução Imdb

Podemos apostar e ganhar como você já fantasiou sobre o amor e o romantismo do seu próprio relacionamento depois de assistir a um daqueles filmes de comédias açucaradas e deliciosas. E quem nunca?

É perfeitamente normal, mas é necessário entender até que ponto as comparações valem a pena. Não se esqueça que a ficção nos seduz e faz parecer que é muito mais interessante que a realidade, por um momento pode até ser, assim, como os diálogos nos filmes de Woody Allen são muito interessantes e até um fora ganha outro status.

A grande diferença é que nos filmes há um roteiro, pensado e escrito anteriormente. Já na vida real não há ensaio, não há roteiro escrito para terminar com belas palavras e nem extasiar a cada suspiro. Por isso, é que não compensa tentar sonhar com que seu amado faça declarações de amor e que coincidências maravilhosas aconteçam como as de "Meia Noite em Paris".

Os filmes podem ajudar a pensar em determinado problema, ver como pessoas lidam com brigas, sexo sem compromisso, com compromisso, e até dar risada de certas trapalhadas que acontecem com todo mundo que vive com alguém, mas, nunca se coloque nesses filmes. As pessoas podem fantasiar, mas a ficção sempre deixa lacunas.

Filmes mais realistas e tão graciosos já existem e podem ser muito reflexivos, como "500 dias com ela", onde fica por conta da mulher entender o fim de algo, "Um dia", que mostra muito as reviravoltas da vida e lembra que quando tiver que ser será.

E um dos mais legais, pois, retrata uma geração atordoada, ou pelo menos, duas pessoas dessa geração, "Brilho eterno de uma mente sem lembrança". No filme, um casal moderno, tenta literalmente apagar um amor de suas mentes, não menos realista e complicado do que nossas vidas.

Use os filmes românticos para se divertir e refletir, mas relaxe. Depois que o filme acaba a realidade continua. Vale a pena amar a sua realidade e tentar deixá-la mais leve.

Por Giseli Miliozi

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