Violência contra mulher é considerada epidemia mundial

Violência contra mulher é considerada epidemia mun

Foto: Nicklas Blom/Matton Collection/Corbis

É triste, mas é a mais pura verdade. Segundo a Organização Mundial da Saúde pelo menos 1/3 das mulheres de todo o mundo já relataram casos de violência física e sexual. E a maioria dos atos foi cometida pelo companheiro.

A informação foi divulgada na quinta-feira (20) e traz ainda a informação de que 38% dos assassinatos de mulheres foram cometidos por seus parceiros.

Contabilizar os casos num primeiro momento, não parece tarefa fácil. A cultura do estupro e o machismo exacerbado que ainda reina em países como o Brasil faz com que as mulheres sofram caladas e seus agressores se mantenham impunes pelo resto da vida.

Porém, os Estados Unidos já deram indícios de que é possível quantificar os estragos que situações como essas causam nas mulheres. Foram feitos dois estudos sobre o assunto: um em 2002, comandados por pesquisadores das universidades de Massachussets e da Brown, e outro em 2009, desenvolvido por estudiosos da Northern Illinois University.

O primeiro, após ouvir 1882 estudantes universitários etnicamente diversificados e com média de idade de 26 anos, concluiu que 120 deles (6%) admitiram ter feito sexo oral, vaginal ou anal com alguém à força, usando violência ou se aproveitando da impossibilidade de a pessoa se defender.

O segundo, de 2009, ouviu 1.146 homens recém-alistados na Marinha Americana. E 144 dos entrevistados (13%) admitiram ter cometido ou tentado cometer um estupro, sendo que 71% deles tentaram ou estupraram mais de uma vez (uma média de mais de seis estupros por homem). Sem contar que somente 7% dos atos foram cometidos contra mulheres desconhecidas.

E agora quem pretende contabilizar os casos é o governo de São Paulo. Pala primeira vez será realizado um levantamento sobre o perfil de quem comete esses crimes e, a partir dos resultados, será criada uma cartilha para ajudar as mulheres a escaparem desses estupradores.


O VilaMulher fica na torcida, esperando que essa iniciativa faça baixar o número de casos. Para se ter uma ideia, só no Estado de São Paulo, já são contabilizados 37 estupros por dia.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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