Vida depois da separação: a fila anda?

Vida depois do divórcio a fila anda

Foto: Corbis

Colocar um ponto final numa relação depois de madura e com família formada exige muita coragem e preparação. Enquanto para algumas dessas mulheres essa atitude remete à liberdade e à busca pelo amor próprio (perdido em meio a uma vida a dois desgastada) e pela autorrealização, para outras uma separação nesses moldes gera medo de estar tomando uma decisão tardia, de não conseguir se reerguer e recomeçar a vida.

Mas é possível sim. Cada vez mais mulheres estão dizendo não ao casamento sem amor, mantido por conta dos filhos. Elas querem ser felizes também, dormir e acordar do lado de alguém que a ajude continuamente nesse processo. Só que antes de recomeçar, é preciso tratar o lado emocional, recuperar a capacidade de se relacionar com os outros e sarar as feridas deixadas pela separação. Afinal de contas, os problemas do passado não podem acompanhar essa mulher na busca por uma nova relação.

"Nenhuma separação ocorre por acaso. Em muitos casos, a motivação já vem se consolidando no inconsciente há certo tempo, necessitando apenas de estímulo. Quando essa se faz presente, a erupção de uma separação torna-se inevitável", analisa Alexandre Bez, psicólogo especializado em relacionamentos e escritor. "Há ainda os motivos reais e conscientes, como traição, maus-tratos e outros que dão o impulso necessário para desencadear o fim da relação, mesmo que tardia."

Segundo o psicólogo a volta à ativa é dominada pelo medo. A mulher fica ansiosa, tem dificuldade para esquecer o parceiro anterior, teme se machucar novamente e se sente menos atraente, mais idosa e menos preparada. Por isso, um processo de fortalecimento afetivo-emocional irá auxiliá-la. "Tratando de seu passado amoroso, a mulher passa a lidar melhor com as dificuldades pessoais e se torna apta a lidar com as novas que podem estar presentes na relação que pretende começar."

Outro obstáculo que a mulher divorciada precisa enfrentar é a carência, sentimento que pode fomentar um certo pré-conceito por parte das amigas dela. Estas, temendo que a recém-separada esteja disposta a viver "aventuras despretensiosas", passariam a zelar mais pelos seus próprios companheiros e a romper a amizade. "Entretanto, não podemos generalizar. Atitudes como essas dependem da personalidade das pessoas envolvidas. Pode haver atração, mas quando há caráter, há contenção. Por isso, a reputação diante das amigas torna-se uma importante aliada nessa hora", avalia Dr. Bez.


Não é possível enumerar os locais onde essa mulher pode encontrar um novo parceiro. O amor nasce das mais diferentes formas e nos mais diferentes lugares. Mas Alexandre Bez pensa que o perfil do parceiro já está definido: deve ser idôneo, ter caráter, atitude, interesse numa relação séria e disponibilidade para acompanhá-la não só socialmente, mas, principalmente, emocionalmente. "É geralmente algum adulto já estabelecido, cuja faixa etária esteja perto da dela, podendo ter alguma variação. E para recomeçar a vida de maneira sadia, as palavras de ordem são calma e tranqüilidade", orienta.

Por Juliana Falcão (MBPress)

Comente

Quiz de Celebridades!

Quem é mais jovem?