"Vestidas de Branco" - exposição de Nelson Leirner

Vestidas de Branco  Exposição

Instalação Entrada do Casamento. Foto/Divulgação

Um novo olhar sobre os casamentos, assim é a exposição do artista plástico Nelson Leirner. Em “Vestidas de Branco”, o artista representante do espírito vanguardista dos anos 60 propõe uma reflexão irreverente sobre o mundo do matrimônio, da cerimônia à maternidade; da festa à lua de mel, do erotismo dos casais ao mundo do consumo, exatamente nessa ordem, ou não, afinal, hoje nem sempre as etapas do casório são como nos tempos das nossas avós.

Logo de cara, os visitantes encontram uma entrada de casamento, com direito a tapete vermelho e várias imagens de santos, soldados e divindades afro-brasileiras, já usadas em outras obras. Os noivos são macacos, marca registrada de Leirner, vestidos conforme o figurino. “O macaco é único. É o animal que mais se assemelha ao homem e com o qual o homem tem grande identificação”, diz

A festa é representada por um bolo, de seis andares, com Padre Cícero e uma série de bonecos do folclore brasileiro. Ao invés do som da música, estantes de partituras e máscaras de macacas para representá-lo.

A instalação da Lua de Mel é ambientada na praia e no campo. E o erotismo da noite de núpcias é representado com imagens de três noivas cercadas de macacos, flores artificiais e objetos de petshop.

Doze berços, com 12 macaquinhos de pelúcia, representam a maternidade. Uma estrutura com 500 bolsas coloridas indica o final da exposição e propõe um alerta ao mundo do consumismo.

“A ideia é representar o casamento, fazendo uma passagem do presente para o futuro, e deste para o passado, com a possibilidade de percorrer a exposição na ida, dentro estilo cronológico do casamento, da cerimônia à maternidade e ao consumo; e na volta, depois de experimentar as várias etapas e poder viver novamente o passado, o momento onde tudo começou”, explica o artista.

Nelson é conhecido por elaborar obras de fácil identificação ao público não acostumado com arte e para isso usa materiais familiares, entre eles, imagens de santos e entidades do candomblé, soldadinhos, pequenos brinquedos, animais e adesivos autocolantes.


“O público em geral, independentemente do grau de instrução, se identifica muito com o meu trabalho, com os elementos que eu uso. Não que eu faça uma arte para os grandes públicos, mas eles se identificam, se encantam por reconhecerem na arte objetos muito familiares, como Iemanjá, São Sebastião, Saci etc”.

Vestidas de Branco ficará aberta gratuitamente até o dia 4 de jullho, no Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza. Informações pelo telefone (85) 3464-3108.

Por Juliana Lopes

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