Traição: Contratar detetive particular?

Contratar detetive particular

Elaine, de 32 anos, é uma mulher bonita e casada com um homem mais velho, de 55. Desconfiada de que o marido estivesse a traindo com uma funcionária de sua empresa, contratou o serviço de um detetive particular. O profissional contratado andou atrás do marido por semanas, sem descobrir nada. Juntos, decidiram então instalar uma micro-câmera na sala de reuniões da empresa, para entender o motivo de tantas horas extras do investigado. Dois dias depois, conseguiram a prova: o marido realmente estava tendo um caso. Detalhe: não era com uma funcionária e sim com o office-boy da empresa. Foi um susto tão grande que Elaine entrou em depressão e nunca teve coragem de contar para o marido que sabia de suas aventuras amorosas.

Essa história verídica faz parte da rotina do detetive profissional Edilmar Lima, diretor da Central Única Federal dos Detetives do Brasil, em Brasília. Edilmar afirma que mais de 80% dos seus atendimentos mensais são solicitados por mulheres em busca de supostas traições de namorados, noivos ou maridos.

E quem pensa que essas mulheres são feias, mal sucedidas ou mais velhas, está muito enganado. “Boa parte das minhas clientes são mulheres bonitas e com idade entre 23 e 47 anos. Normalmente são mulheres com bom poder aquisitivo. Já percebi que a grande maioria delas ocupa altíssimos cargos profissionais”, conta.

O procedimento de investigação começa com o primeiro contato feito pela cliente. A partir daí, o detetive marca um encontro pessoalmente, para acertar os detalhes da busca. Então é que as mulheres levam para Edilmar fotos, endereço do trabalho e residência, número da placas do veículo e horários de saída e chegada do investigado.

O detetive comenta que muitas das mulheres que o procuram já têm quase tudo desvendado. “Normalmente, elas só precisam mesmo de provas”.

Para contratar um serviço de um detetive particular o investimento também não é dos menores. A realização de uma boa investigação, incluindo monitoramento via GPS e outras tecnologias disponíveis, é em média de R$ 1.800 a R$ 3.200 por semana.


As interessadas em investigar as aventuras do amado precisam saber que, antes de tomar a decisão, que é bom pensar no rumo que vai tomar caso o pior realmente seja descoberto. “Atrás de uma suposta traição existem diversas coisas importantes como bens, família e filhos”, ressalta Edilmar. Por isso, é bom ter certeza se está preparada para demonstrar a desconfiança e encarar a verdade, literalmente.

Por Talita Boros (MBPress)

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