Todo casal precisa de uma "mulher invisível"?

Mulher invisível na vida do casal

Foto Marcio Nunes. Divulgação TV Globo

A série "Mulher Invisível" pretende voltar com tudo em Outubro. Enquanto os novos episódios não vão ao ar, o Vila Dois aproveita para levantar uma questão que a atriz Luana Piovani já comentou em entrevistas: esse tipo de fantasia ajuda a apimentar a relação. Será mesmo?

Na opinião do psicólogo e psicoterapeuta Marcelo Toniette, antes de colocar uma "mulher invisível" na relação, o casal ou o parceiro precisa se fazer as seguintes perguntas: como anda a relação a dois? Ela está desgastada? O encantamento um pelo outro desapareceu? A crise bateu à porta? O carinho e afeto deixaram de existir ou de ser expressados?

"Esses questionamentos ajudariam a compreender o que levou a essa necessidade de uma terceira pessoa, mesmo que imaginária", afirma. Quando existem conflitos na vida do casal, a "mulher invisível" pode até apimentar a relação. Entretanto, em determinado momento, a realidade precisará ser encarada e as escolhas - que nem sempre corresponderão ao mundo da fantasia - deverão ser feitas.

"Por outro lado, não há problema se a relação anda bem, desde que a terceira pessoa fique no âmbito da fantasia", ressalta Dr. Marcelo. "Se essa mesma fantasia passar a suprir alguma coisa que não anda bem, é hora do casal acertar os ponteiros e encontrar meios para retomar a vida a dois de maneira que ela continue sendo fecunda e gratificante".

Cada parceiro tem seu mundo próprio, com suas fantasias e desejos. Mas, segundo o especialista, existe também um "terceiro lugar" que é o da vida compartilhada pelos dois. "Talvez um casal se adapte bem a essa "mulher invisível" se é uma fantasia compartilhada. Mas se é algo que gera desconforto, angústia ou qualquer forma de sofrimento, a busca de ajuda profissional é indicada".


A ideia de a terceira pessoa ser feminina ou masculina é relativa. Tudo depende do grau de satisfação do casal. "Existem aquelas fantasias que são mais comuns no universo masculino ou no universo feminino, e também as que são mais particulares. O mais importante é sempre deixar claro de que é apenas uma fantasia e não deve se tornar recorrente e indispensável na relação.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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