Teste - qual é o seu tipo de relacionamento?

Teste  qual seu tipo de relacionamento

Romântico, possessivo liberal, ficante, neurótico e competitivo. Analisando o perfil psicológico do indivíduo e do casal, a psicóloga, pesquisadora de campo e diretora executiva da EclipseLove, Eliete Matielo dividiu os relacionamentos afetivos em seis tipos diferentes.

A primeira pesquisa sobre o assunto foi realizada em 2006, detectando a existência de cinco tipos de casais. O estudo foi atualizado este ano e resultou em seis. Dos casais consultados, a maioria foi classificada como ficante, com 35%. Os neuróticos ficaram em segundo lugar com 25%, seguidos pelos possessivos, com 18%. Os casais competitivos somaram 15%, os românticos totalizaram 5% e os liberais ficaram em último lugar com 2%. Faça o teste elaborado pela Eliete Matielo e descubra em qual tipo de relacionamento vocês se encaixam:

1 - Seu par se lembra de datas como o dia em que começaram a namorar?

a - Quando lembra, enfatiza sempre há quanto tempo eu pertenço a ele.

b - Até lembra, mas vai logo dizendo que eu não sou mais aquela pessoal amável que ele conheceu.

c - Quando lembra, logo emenda que foi ele (ela) quem tomou a iniciativa.

d - Isso não é importante na nossa relação. O importante é nos darmos bem.

e - Jamais se esquece, pois foi um dia mágico para ambos.

f - O vocabulário é "quando ficamos a primeira vez..."

2 - Vocês costumam sair com outros casais? Quando isso acontece...

a - Não saímos com outros casais, só a gente mesmo.

b - Acabamos discutindo, trocando farpas na frente dos outros, mas depois ficamos bem.

c - Numa certa altura, um fala mais alto que o outro e quem impor seus pontos de vista, tipo para mostrar quem é que manda no relacionamento.

d - Saímos com outros casais como saímos individualmente, e é sempre tudo muito agradável.

e - Sair com outros casais é até uma forma de mostrar a solidez do nosso romance.

f - Só saímos em casais de ficantes e em grupos para baladas e festas.

3 - Durante uma discussão, ele (ela):

a - Ele (ela) sempre acha que tem razão.

b - Acaba ressaltando o que julga ser meus aspectos negativos.

c - Dá um jeito de mostrar que seus argumentos são melhores que os meus.

d - Nós procuramos não discutir.

e - Discussão? Não há nada que um buquê de flores não possa resolver.

f - Não discutimos, não nos encontramos muito, só quando vamos nos divertir.

4 - Se alguém te perguntasse, hoje, como vai seu namoro, você responderia:

a - Ele (ela) não vive sem mim.

b - Ele (ela) não mudou nada, continua dando preferência a outras coisas e não a mim.

c - Se não sou eu para segurar esse relacionamento, a coisa não vai para frente.

d - Está tudo ótimo. Cada um tem seu espaço e se respeita muito.

e - Uma maravilha. Acho que seremos namorados a vida toda.

f - Não estamos namorando, só ficando.

5 - E o relacionamento sexual? Vocês se dão bem na cama?

a - O sexo, entre nós, é uma entrega: sentimos que um pertence ao outro.

b - Às vezes, faço greve de sexo para ele (ela) prestar mais atenção em mim.

c - Um show de malabarismo. Um quer mostrar para o outro o quanto é bom na cama.

d - Nossos momentos íntimos são sempre muito bons. Não levamos problemas para a cama.

e - Cada vez que transamos, é como se fosse a primeira vez. Sentimos que fomos feitos um para o outro.

f - É muito bom, só por isso estamos ficando.

6 - Você perdoaria uma escapadinha do seu amor?

a - Nunca. Seria como se uma parte de mim fosse arrancada.

b - Não, mas duvido que isso aconteceria porque estou sempre de olho.

c - Perdoaria, mas lhe daria o troco na mesma moeda.

d - Não tem essa de culpar. Somos bastante liberais quanto a isso.

e - De jeito algum. Seria o fim do nosso relacionamento.

f - Como não temos compromisso sério, não posso cobrar fidelidade.

7 - Como vai seu índice de ciúme?

a - Sou do tipo que repara até na roupa que ele (ela) vai usar para trabalhar.

b - Vira e mexe eu dou uma olhada para ver se encontro algo suspeito nos seus pertences.

c - Meu ciúme em relação a ele (ela) é mais no sentido do que ele (ela) possa ser ou conseguir.

d - Ciúme é uma palavra que não existe no nosso vocabulário. Somos bem resolvidos com isso.

e - Só tenho ciúme quando vejo aquele(a) amigo(a) invejoso(a) ciscando por perto.

f - Tenho muito ciúmes, mas evito demonstrar para ele não achar que to pegando no pé.

8 - Se ele (ela) liga no meio da tarde, é para:

a - Saber onde e com quem estou.

b - Não me lembro qual foi a última vez que ele (ela) me ligou para saber de mim.

c - Ele (ela) é muito ocupado(a), quase não dá tempo de ligar.

d - Não importa se falamos ao telefone ou não. O importante é estarmos bem um com o outro.

e - Ele (ela) me liga no meio da tarde só para dizer "eu te amo".

f - Para combinar de ficar hoje.

Resultados:

Maioria de respostas "a": Relacionamento possessivo

Maioria de respostas "b": Relacionamento neurótico

Maioria de respostas "c": Relacionamento competitivo

Maioria de respostas "d": Relacionamento liberal ou aberto

Maioria de respostas "e": Relacionamento romântico

Maioria de respostas "f": Relacionamento ficante

Tipos de casais:

Possessivo - controla cada passo do outro, desde o telefonema até o tipo de roupa a ser usado. O outro só faz o que é permitido pela parceira, ou vice-versa. Normalmente, a invasão se dá na vida social. "A pessoa não pode sair com os amigos sem que a companheira esteja junto. Ela toma conta, quer estar sempre vigiando, com medo de perder o outro, medo de que ele possa se interessar por alguém", explica Eliete.

O sentimento de posse é desenvolvido a partir da vivência do indivíduo. Ele pode ter passado por relacionamentos afetivos deste tipo, crescido em uma família composta por pessoas possessivas, ou adotado este comportamento por questões de insegurança, traumas e traições. "Felizmente, o sentimento de posse pode ser tratado com ajuda de psicólogo", afirma a psicóloga.

Neurótico - é aquele que vasculha os pertences do outro para achar algo suspeito. Há diferentes graus deste distúrbio e, muitas vezes, a pessoa precisa de tratamento. "O indivíduo é agressivo, acha que o outro vai traí-lo a qualquer momento, mesmo que não tenha motivos", diz Eliete.

A pessoa neurótica se refere ao outro sempre de maneira negativa e se este não compreende a situação, a vida afetiva passa a ficar insuportável. "Em certos casos, quem sofre do problema pune o parceiro se recusando a ter relações sexuais", lembra.

Competitivo - está relacionado aos casais que trabalham fora e possuem cargos legais. Segundo Eliete, é o perfil que surgiu com a modernidade. "Neste caso, homem e mulher precisam de autoafirmação. Qualquer diálogo é motivo para disputa, para descobrir quem sabe mais. Um sempre quer ser mais do que o outro", comenta.

Neste tipo de relacionamento a afeição dá lugar à disputa. Se um diz que faz algo bem, o parceiro rebate, alegando que executa outra de maneira melhor. "Normalmente eles já se conhecem como profissionais e a competitividade passa a existir de maneira natural", diz. Este comportamento se dá também por questões de insegurança.

Liberal ou aberto - é quando um não quer saber da vida do outro, não pergunta nada para não dar a chance de o outro invadir sua liberdade. Se um trai, o outro não quer saber. Basta viver bem enquanto estão juntos. Eliete diz que este tipo de casal nasceu com os tempos modernos. "Ele veio com a liberdade social e sexual das últimas gerações. São as típicas pessoas que querem ficar juntas porque se gostam, mas não estão dispostas a perder a vida de solteiro", ressalta.

Romântico - os dois são carinhosos. O homem manda torpedo, liga no meio do dia para saber se está tudo bem, para dizer que ama a parceira e gosta de fazer com que a mulher se sinta amada. Faz surpresas, manda presentes e flores e não deixa a relação cair no cotidiano. "Ele quer que a mulher o admire e continue com ele", completa a psicóloga.

Eliete revelou que os homens românticos que ela entrevistou se sentem discriminados, pois são confundidos com os tipos grudentos e melosos. "A mulher logo acha que ele vai pegar no pé dela. E para evitar a distorção, os homens têm focado no alvo, procuram ser românticos com quem merece".


Ficantes - este é mais um casal descoberto na última pesquisa feita por Eliete. São os típicos casais que saem juntos sem compromisso e o sexo é bom, mas sem fidelidade. Segundo ela, este perfil abrange homens de 20 a 50 anos. "São os casais que têm uma química boa e vão ficando. Um dos dois tem interesse em continuar, mas mesmo assim não há vínculo. E nunca aparecem juntos em festas de família. São apenas ficantes de balada e sexo", conta. "Podem se manter juntos por bastante tempo, mas é tudo oba oba".

Por Juliana Falcão (MBPress)

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