Solteira por opção

Solteira por opção

Foto: Erik Isakson/Tetra Images/Corbis

Achar a tampa da panela, trocar juras de amor e dividir o mesmo teto não são situações que acontecem para todo mundo. Há mulheres solteiras porque querem sim! Ainda não acharam o cara que julgam ser o certo e não perdem o sono por isso, não estão com vontade de dividir a vida com alguém, se acostumaram a ficar sozinhas... Os motivos são variados.

E o melhor de tudo é que elas não esperam o parceiro chegar para se sentirem felizes. Sabem que ser solteira não significa estar só. "A felicidade não está atrelada nem dependente de um relacionamento, de um casamento. Se existem mulheres infelizes por não terem vivido essas relações, há outras que são infelizes exatamente por estarem aprisionadas dentro de uma relação", analisa Ramy Arany, terapeuta comportamental.

A professora e recepcionista Ywonete de Oliveira, 47 anos, é uma solteira por opção. Depois de vários relacionamentos insatisfatórios ao longo da vida, decidiu seguir a vida sozinha. "Todos os homens que passaram pela minha vida só me deram dor de cabeça. Tudo o que eu fazia não estava bom. Cheguei a me anular para fazer o outro feliz e nada. Eu cansei, mas estou bem sim assim", conta.

O desejo de independência e igualdade da mulher fez com que a lista de prioridades sofresse modificações, o que implica numa quantidade maior de mulheres solteiras. O item casamento perdeu posição para o desejo de enfrentar o mercado de trabalho e ganhar seu dinheiro, o que pode aumentar a dificuldade delas em abrir espaços para um amor.

"É como se elas desenvolvessem uma forma de viver muito cômoda, a ponto de se sentirem invadidas quando se veem numa oportunidade de um relacionamento mais sério, que envolva morar no mesmo espaço", pensa Ramy. Entretanto, Ywonete não deposita na vida moderna sua solteirice. Ela garante que conseguia administrar os dois empregos e o relacionamento na medida. "Mas não deram certo. Então quero ficar sozinha", afirma.

Mas será que lá na frente a mulher pode se arrepender de não ter construído laços fortes com um parceiro? A terapeuta acha que sim. "Isso se dá quando ela se encontra numa idade mais madura, principalmente após os 45 ou 50 anos (idade da menopausa quando a mulher começa a perceber que está envelhecendo)".


Mas Ywonete não pensa assim. A professora mora com a minha mãe atualmente, mas não se sente arrependida de ter "se fechado" de alguma forma para os relacionamentos. "Eu sou feliz assim, solteira convicta. Se quando estiver mais velha e sozinha aparecer alguém, quem sabe? Se não, viverei só e muito feliz."

Quando o assunto é filhos, Yvonete também se descreve como bem resolvida. "Meus irmãos encheram a casa de filhos. Tenho sobrinhos de todas as idades e não sinto falta de crianças agora. Se um dia ficar longe deles quem sabe adote um?", avalia.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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