Separação ou superação?

Juramos diante de um padre, um juíz, testemunhas e pessoas que torcem pela nossa alegria, que viveremos juntos até que a morte nos separe.

"Até que a morte nos separe", hoje tem outra definição;

Até que a morte do respeito mutuo nos separe, até que a morte das nossas finaças nos separe, até que a morte dos nossos sentimentos nos separe, até que a morte da traíção, da rejeição, do sofrimento e do desgosto nos separe.

Ninguém entra em relacionamento pensando no seu fim, nessas hora estamos completamente cegos e só pensamos em construir, só que nos esquecemos do alicerce. Do mais importante nos esquecemos, ou o construimos em cima da areia, ou do lixão como fizeram os moradores do morro do Bumba, e ae quando cai, só deixa feridas, vem soterrando tudo, as alegrias, as conquistas, o amor, as amizades e o juramento. Daí vira uma guerra, entre famílias, agora já envolve outras pessoas e talvez pessoinhas indefezas, que vieram ao mundo na missão de unir e ver-se incapaz, quando diz; - papai não vá embora! ou - mamãe não brigue!

Mais na verdade, tudo o que ambos querem é sair daquela situação angustiante, que já os sufoca te tal maneira a perder os sentidos, e e perdendo os sentidos, que se perde o repeito. Se magoam mais do que tentam resolver a situção, trocam acusações; - A culpa foi sua! Quando na verdade a culpa é dos dois, não existe individualismo quando se trata de amor, paixão, separação só existe se tiver duas pessoas, se não tiver não existe! daí surge a frase; - Melhor só, que mal acompanhado.

E aí se dão conta de que não estão se separando, estão superando uma situação intragável, se dão conta que estão superando todo o sofrimento, que aquele relacionamento promissor lhes causou, que a felicidade não depende de terceiros. Resolve-se então cuidar de si mesmo, começa do zero, põe os planos em pauta (dessa vez sozinho!), pensa em trabalhar, estudar mais, viajar, frequentar lugares, de vez em quando bate aquele frio na barriga, mas, bola pra frente. Decide jantar com uns amigos, rir, conversa, se destrai, paquera e rir de novo, até que ao olhar para a outra mesa, as risadas emudessem... ali pode-se ver que acabou, meu antigo amor com um novo amor! Vivendo também, começando do zero também, superando também.

Você ergue a cabeça, encontra um alguém que se identifique com a sua história, pois afinal agora você tem uma hitória de vida. Você começa a se sentir um tolo apaixonado, e derrepente um pedido e aí a história se reinicia. Mas agora é diferente, agora aprendeu a lição, sem pressa e sem afobação, assim vão vivendo e desenvolvendo um sentimento amadurecido, agora cheios de razões, afinal, o coração só atrapalhou nos ultimos tempos, agora você se entrega menos, se doa menos, porém vive-se mais, não se espera mais o reconhecimento do outro, agora há independencia.

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