Relacionamento - Como fugir da rotina

Relacionamento  Como fugir da rotina

Vocês podem fazer um trato, antes de casar. Podem assinar um contrato, assumir um compromisso. Podem selar a vontade de nunca cair na rotina de todos os jeitos, com promessas de todo tipo. Mas, dia vai, dia vem, a monotonia toma conta da vida a dois. Calma, nada isso tem de anormal. Afinal, rotina significa que a sintonia foi estabelecida, que a vida conjunta existe, que a relação continua. Mas fugir da rotina, na maioria das vezes, é um excelente estímulo para que essa relação já estável fique ainda melhor.

O jornalista Marcos Massolini, que também é escritor e poeta, é casado há 13 anos e admite que para sair da rotina, só mesmo com muita criatividade. Mas isso, segundo ele, não significa planos mirabolantes. "Simplicidade e ousadia podem surtir bons efeitos: comprar ingresso antecipado da banda de rock preferida dela, por exemplo, ou de uma peça de teatro que anda fazendo sucesso", indica ele. "Café na cama num domingo chuvoso ou poesias e bilhetinhos espalhados pela casa também quebram a mesmice".

O que Christiane Kremer, também jornalista, e o amado fazem é não deixar a rotina chegar. Sempre buscam fazer coisas diferentes nos finais de semana e até durante a semana, para fugir da tríade casa-trabalho-casa. "É comum jantarmos fora, irmos ao cinema ou a um café bem legal. Quando sobra aquela graninha a gente investe mais na quebra da monotonia: inventamos uma viagem mais longa, vamos a um restaurante mais caro e também às compras", conta. Os dois adoram comprar coisas para o apartamento e Chris acha que isso também dá a sensação de quebra de rotina! O casal não costuma fazer surpresas, a não ser em datas especiais. "Neste ano, por exemplo, completamos cinco anos juntos. Ele me levou para jantar em um lugar bem bacana e me surpreendeu com lírios. E eu, caprichei em uma surpresa mais íntima".

Para alguns casais, é um pouco mais difícil ser criativo - e até proativo - quando o assunto é quebra da monotonia. Mas isso nem sempre significa infelicidade ou frieza no relacionamento. O publicitário Cláudio Gonçalves, por exemplo, é casado há quase 18 anos e namorou mais 10, antes de casar. "Acho difícil sair da rotina. O que acontece é que a monotonia vai se institucionalizando até o ponto que pára de incomodar. Não sei se isso é bom ou mal. Mas, no meu caso, sou feliz mesmo com toda a monotonia. E com a mesma mulher há quase 30 anos", declara. "No lugar do fogo, entrou o companheirismo. No lugar da paixão, o prazer de estar junto. De rir junto. Vieram filhos. Cachorra. Papagaio. Tudo isso acaba dando uma baita rotina divertida".


A atriz Rogéria Capetine aprendeu com os próprios erros e agora quer um novo tipo de relação, longe da rotina. Namorou durante oito anos. No começo, os dois saíam e viajavam muito, mas depois tudo caiu numa monotonia sem tamanho. "Não saíamos e nem viajávamos mais, e isso também desgastou a nossa relação", lamenta. Hoje ela namora outra pessoa há quatro meses e garante que faz tudo para não repetir a fórmula. "Estou vivendo um conto de fadas. Não moramos juntos, mas no dia em que isso acontecer, quero ficar bem atenta. O mais chato, depois do casamento, é quando o casal vive para o lar e isso eu não quero para mim".

Por Sabrina Passos (MBPress)

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