Redes sociais denunciam os puladores de cerca

Redes denuncia os puladores de cerca

Hoje em dia, grande parte das nossas atividades diárias é contada nas redes sociais. A partir de comunidades e grupos deixamos expostas nossas preferências e afinidades. Aplicativos são capazes de apontar onde estamos e por quanto tempo permanecemos no local. Quem nunca foi marcado em uma foto sem consentimento?

Tanta exposição prejudica um grupo muito delicado da sociedade, o dos traidores. Basta um descuido e pronto! Aquela foto que você tirou no bar, quando deveria estar em uma reunião de negócios, está online para qualquer um ver. Ou pior... Um depoimento, uma declaração no mural pode gerar uma intriga sem procedentes. Pois é, saiba que há pessoas de olho em toda a sua movimentação nas redes sociais!

Para o Dr. Rogério Fonseca, advogado da área cível do escritório Peixoto e Cury Advogados, todas as mídias sociais, assim como outros meios eletrônicos da vida moderna, podem estimular e denunciar adultérios. Para o aumento no número de traições, a justificativa seria a maior facilidade de se relacionar com outras pessoas sem a necessidade de contato físico, permitindo encontros, em tese, sem a desconfiança do parceiro.

Sirley Santos Bittu, psicóloga, especialista clínica e membro da Federação Brasileira de Psicodrama, acredita que as redes sociais não estimulam o adultério. "O que acontece é que nós ainda estamos aprendendo a lidar com todas estas novidades. Agimos como se estivéssemos pensando alto. É um paradoxo, elas escrevem querendo ser ouvidas e notadas, mas se esquecem que estão sendo observadas", afirma.

Os traidores das redes sociais já possuem um perfil de comportamento. De acordo com a Dra. Gislaine Lisboa Santos, também do escritório Peixoto e Cury Advogados, há uma série de atitudes que geram suspeitas. "O aumento do tempo do parceiro no computador, em mídias sociais e sites de relacionamento, mudança de comportamento, em geral isolamento, são características de parceiros que estão se envolvendo com terceiros no meio virtual", revela.

Quem é compromissado e costuma flertar online, deve saber que estas mensagens e fotos podem ser usadas como provas em processos. "Embora ainda não exista lei específica, a jurisprudência brasileira já aceita a apresentação destes documentos como prova em processo judicial", esclarece Dr. Rogério Fonseca.


"Nas redes sociais a relação fica mais no imaginário do que no real. As relações online são superficiais. Pessoas passam uma imagem que gostaria de ser, mas não é", afirma a psicóloga Sirley Santos Bittu.

Quem está desconfiado não deve sair rastreando o computador alheio. Salvo algumas exceções, isto é crime no Brasil.

Bianca de Souza (MBPress)

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