Qual a importância do carinho na sua vida?

Qual a importância do carinho na sua vida

Para quem acha que dinheiro é sinônimo de felicidade, uma pesquisa realizada pelo Ibope com 2.002 pessoas, em 140 municípios brasileiros, revela que - por mais incrível que pareça - a maior parte dos brasileiros dá mais importância ao carinho do que aos seus bens materiais. E se a representação da palavra carinho para você não tem tanto peso assim, saiba que para 43% dos entrevistados ela está diretamente associada ao amor.

O levantamento também mostra que 62% dos brasileiros consideram o carinho um elemento fundamental em suas vidas, enquanto apenas 28% das pessoas ouvidas deram este mesmo status ao dinheiro.

Aos que acham que as mulheres são as que mais carentes, enganou feio. Por mais curioso que seja, apesar da disputa acirrada, são eles os que mais reclamaram sobre a falta de serem acarinhados. Cerca de 30% dos entrevistados do sexo masculino disseram sentir a fala de carinho contra os 26% apontados pelas mulheres.

Por outro lado, ainda segundo o estudo, as mulheres são as que mais demonstram o seu carinho àqueles que se relacionam afetivamente. 69% delas afirmaram que frequentemente fazem algum tipo de demonstração, enquanto entre os homens este número só chegou a 54%.

De acordo com o professor José Roberto Leite, coordenador da Unidade de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo, há um aspecto sociocultural muito importante que temos que considerar, pois, para o homem, é mais difícil vencer o preconceito e assumir que o carinho é importante em sua vida.

Mas não é só a carência afetiva que incomoda os brasileiros, no ambiente social, a pesquisa aponta que 77% dos pesquisados acreditam que há menos carinho no mundo. Entre os motivos que os levam a acreditar que existe menos carinho no mundo atualmente, estão: o egoísmo, com 46%, o trabalho em excesso, apontado por 13% deles, o mesmo número que afirmou ter medo em expressar os seus sentimentos.


"A competitividade é um dos principais fatores que resultam em egoísmo. Em tudo temos que mostrar nossa eficiência e ficamos muito tempo ocupados com isso. Seja a concorrência no trabalho, na escola, em todas as ocasiões estamos sempre competindo e temos que ser melhores que os outros", afirma o professor.

Agora, se você acha que não existe amor em nenhum lugar do Brasil, as coisas não são bem assim. Quando questionados se estariam dispostos a ajudar um desconhecido, 29% deles se mostraram propensos a ajudar enquanto 32% não demonstraram a mesma predisposição. Um bom número, se levarmos em conta a crescente violência que vivemos no país.

Por Paula Perdiz

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