Problemas amorosos? Procure um coaching afetivo!

Coaching afetivo

Não adianta engatar um relacionamento se você não está bem com você mesma. Quando não estamos com os lados racional e emocional em equilíbrio, facilmente botamos qualquer homem para correr, por mais compreensível e amoroso que ele seja. Pressão excessiva e insegurança são alguns dos defeitos que mais assustam o sexo oposto.

E para ajudar homens e mulheres a melhorarem a autoestima e aprenderem a se relacionar com o parceiro de maneira saudável foi criado o coaching amoroso. Este profissional foca seu trabalho somente neste aspecto e é bastante procurado por pessoas que precisam de soluções rápidas para problemas relacionados ao coração.

"Entre as pessoas que procuram pelo coaching estão aquelas que querem se relacionar melhor com o parceiro, arrumar um namorado ou que já tem um relacionamento e querem cuidar melhor", explica a psicoterapeuta, especialista em relacionamentos afetivos e pesquisadora de campo Dra. Eliete Matielo, conselheira amorosa há 15 anos e criadora do site de relacionamentos Eclipse Love.

Para a especialista, características como exigência demais e falta de flexibilidade estão tornando os relacionamentos cada vez mais inviáveis. "Hoje homens e mulheres competem nos campos profissional e afetivo. A mulher evoluiu, porém o homem não. Os dois brigam para tomar as rédeas do relacionamento", lamenta Eliete. "Quando as mulheres independentes chegam aqui para procurar um companheiro já dizem: ‘tem que me aceitar como eu sou. Eu não mudo’. E isso está errado. Não precisa ser submissa, mas é essencial ser menos intolerante", completa.

Além da intolerância, a insegurança contribui para um relacionamento desmoronar. Eliene ironiza: "Parece que desde que o celular foi criado, os casamentos passaram a acabar mais rápido. Virou mais controle do que necessidade. Sabe aquela frase: ‘quando chegar liga para mim?’ Isso mostra o excesso de medo. Vivemos mais aflitos nos namoros do que curtindo-os. Parece que só ficamos felizes quando a pessoa está do nosso lado. É uma loucura!"

Eliete lembra que a mulher, com a evolução no mercado de trabalho, abriu mão do lado emocional e deu vazão ao racional. E como o homem já é racional por natureza, as brigas se tornam constantes. "Antes a mulher usava o seu lado emocional para ‘colocar panos quentes’ nas desavenças e levar o homem a fazer o que ela quisesse. Agora ela chega com ‘o pé no peito!’ Para um relacionamento dar certo, ela precisa resgatar algumas sutilezas", afirma.

Deixar o lado emocional aflorar contribui para que o relacionamento saia da mesmice, sabia? "Beijos, sorrisos e abraços, um jantar surpresa, um dia da semana só para namorar. Atitudes como essas são importantes em relacionamentos de dois meses ou 50 anos. As pessoas não podem se acomodar", aconselha a coaching. "Sem contar que dentro de um relacionamento precisa haver espaço para a individualidade. A vida particular tem que ser preservada sempre".


A coaching dá outro conselho: antes de buscar um companheiro, lembre-se de que ele não pode ser um clone de você. "Não pense que o outro vai resolver todos os problemas, vai trazer a felicidade. Ele aparece para somar, preencher!"

Por Juliana Falcão (MBPress)

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