Por que continuamos casadas?

Por que continuamos casadas

Viver com outra pessoa não é nada fácil. Junte os males da convivência aos problemas financeiros e às discussões por coisas pequenas (como nome do filho, strogonoff da sogra ou uma frase cretina dita na hora errada) e tenha um casamento completamente comum, ao contrário das famílias de comerciais de margarina.

Para provar que esses relacionamentos ideais não existem e, mais ainda, nenhuma mulher está sozinha nesse barco, existe o blog "Por que continuamos casadas?", que relata pequenos episódios da união de uma mulher. A autora assina como Bobry, e um dos posts já adianta: o amor é uma razão muito óbvia para ser aceita como motivo para continuar ao lado de uma pessoa.

Bobry é como você, que tem um filho pequeno, discute sempre com o marido e ainda se pergunta por que continua roendo o osso. E na descrição do diário virtual, a blogueira já deixa bem claro quem é seu público-alvo: "Este blog não é pra você que é super, hiper, mega, ultra feliz com o seu casamento. Não prossiga se você há tudo isso: um trabalho realizador, um marido perfeito, filhos lindos e educados, casa quitada, carro zero na garagem, empregada doméstica, babá e cachorrinho com pedigree".

Entre as histórias contadas (entre as dela própria e de amigas), está aquela dos ataques na mesa de café-da-manhã, onde um expõe os maiores defeitos do outro e depois diz "nunca te falei pra não te ofender". Ou, quem sabe, o combate com a neura da insônia, acompanhada pelos roncos do maridão. De qualquer forma, as pequenas discussões transformaram o casamento em um campo de batalha particular, apenas compartilhado nesse blog. Ao menos, as postagens rendem boas risadas (riso nervoso ou não). Quem sabe, a auto-ironia não seja uma boa maneira de lidar com as mazelas da vida a dois. Se o divórcio não é uma opção, afie sua língua e compartilhe seus casos!


Confira um trecho do blog "Por Que Continuamos Casadas?":

"Então, há mil motivos pra sair e só um (ou alguns poucos) pra ficar? Entre. Desabafe, grite, chore. Mas também ria, ria muuuuito porque isso não é o muro das lamentações. É o paraíso da auto-ironia. O lugar perfeito pra você fugir daquela ilusão da vida a dois. Deixe a máscara cair, ninguém tá vendo".

Por Ana Paula de Araujo (MBPress)

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