Para você!

Escutando com um pouco mais de atenção, as conversas das amigas, entre um jantar e um café, me pergunto diante de tantos conflitos sentimentais que insistimos em criar para nos sentirmos frágeis, o que nos torna seguras na verdade?

Essa fragilidade clandestina, condicionante, se atrela ao cotidiano como se fosse parte do feminino, do íntimo.

As inúmeras vantagens, que inclusive não usamos, perante o público masculino, são sorrateiramente golpeadas, e o pior, propositalmente por tal fragilidade inútil.

A consciência é plena, não questiono a inteligência feminina, é tão nata quanto o instinto de sobrevivência, mas ainda não consigo entender os motivos que nos fazem perdurar a tradição de sermos vítimas de nossas causas.

Adoro trajetórias de sucesso, principalmente as que consigo ouvir por acaso de mulheres anônimas, em filas de banco, supermercados...o quanto ainda se torna necessária a força para superar essa síndrome de rejeição?!!

A receita é simples, todas podemos seguir de forma menos dolorosa do que se imagina, porque de nada serve o temor , nem da dor nem da vida.

O que a amiga leitora imagina agora, numa retrospectiva recente de desilusões amorosas, é que a facilidade de pensarmos racionalmente não se aplica a realidade, mas acredite sempre no impossível, ele é mais provável do que julga nossa vã vivência.

Mais do que um texto simples e motivacional, eu acredito em você, acredito em mim e na vizinha do meu apartamento.

Não sou extremista, nem luto por causas de revolução feminista, mas luto contra meus limites e a favor de mim.

Nos jogos amorosos, que tanto detestamos, podemos vencer e nos divertirmos com as disputas infantis pelo domínio do mais frágil.

Não seja a parte dominada, porque na prática, você não será protegida nem consolada por perder, apenas será a parte mais frágil, e pode acreditar, não há mérito nisso.

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