Para quem você pode virar a cara

Há pessoas que realmente não valem a pena. O problema é que só descobrimos isso depois de uma ou várias desfeitas que nos atingem mais do que gostaríamos de reconhecer. O pior é que, vira e mexe, continuamos a encontrar estes indivíduos quando menos esperamos e, evidentemente, não temos a menor vontade de ser sequer civilizados com eles.

Pois não seja. Vire a cara. Melhor: faça como se fossem invisíveis, passe reto, olhe além… Se for o caso, finja que não conhece mesmo e, cinicamente, deixe que terceiros bem intencionados os reapresentem. E, perversamente, não estenda a mão.

É isso aí: em determinadas situações vale perfeitamente o popular “bateu levou”. Veja só:

O clássico - o sujeito que lhe rouba a namorada descaradamente. Ou a lacraia que tanto dá em cima de seu amor até que ele se bandeia para o lado dela. Você não tem a menor obrigação de ser gentil. Embora talvez fosse mais gratificante virar a cara para o namorado/a ingrata...

O safado - ele lhe deve dinheiro. Pior: de uma transação onde você cumpriu a sua parte preto no branco. Se, você tem certeza que jamais será pago, não hesite em virar a cara. E conte com detalhes o motivo aos quatro ventos.

O dedo duro - tem coisa pior? Há os especialistas em revelar casos amorosos, os que preferem a espionagem industrial e outros que, quando o regime permite (ou permitiu), canalizaram sua má fé em pessoas que simplesmente pensavam diferente. Com estes, além de não cumprimentar aconselho manter uma distância abissal, sempre que possível.

O trator - ele (ou ela) preparou direitinho a cama enquanto trabalhava lado a lado com você. Até o dia em que puxou seu tapete tomando seu lugar. Se puder, suma por um tempo. Depois, tendo ou não dado a volta por cima, ao encontrá-lo finja que não o/a conhece.

As sonsas - você descobre a sua super ex-empregada doméstica está trabalhando na casa da sogra de sua pseudo amiga que ouviu você se queixar quando ela pediu demissão sem motivo aparente. Configura como crime. E, deixar de cumprimentar é a pena mínima - pode acreditar.

Canalhas de pequenas causas - belo dia seu amor mais recente deixa de ligar. E some. Você recolhe seu amor próprio e percebe que, mais do que mágoa o que machucou mesmo foi a falta de respeito. Ora, o dia que encontrar novamente o sujeito/a (e a gente fatalmente encontra) nem pense em acusar qualquer tipo de (re)conhecimento. Desprezo, nunca. Use a sua tática e aja como se continuasse invisível e desaparecido/a

Os esquizofrênicos - você nunca sabe o que esperar: quando está sozinho ele mal o/a cumprimenta. Parece que nem lhe viu. E, dependendo de quem está com você, pára, dá beijinho e até bate papo. Fuja destes vampiros. Simplifique e passe reto sempre…

Jornalista, escritora e palestrante, Claudia Matarazzo é autora de vários livros sobre etiqueta e comportamento: “Visual, uma questão pessoal”, “Negócios Negócios - Etiqueta faz parte”, “Amante Elegante - Um Guia de Etiqueta a Dois”, "Casamento sem Frescura", "net.com.classe", "Beleza 10", "Case e Arrase - um guia para seu grande dia", "Gafe não é Pecado" e "Etiqueta sem Frescura"

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