Novo amor: como apresentá-lo aos filhos

Novo amor como apresentálo aos filhos

Divórcio é quase sempre uma situação complicada, por gerar muitos conflitos e até, em alguns casos, traumas às crianças. Um momento ainda mais delicado é a aproximação de um novo parceiro ao núcleo familiar. Se os devidos cuidados não forem tomados, os pequenos podem se sentir inseguros e desamparados.

O primeiro passo para reconstruir a vida amorosa, e incluir a pessoa amada junto aos filhos, é encerrar definitivamente os laços afetivos anteriores. "O mais importante é que a separação já esteja bem resolvida. Assim, o ingresso de outra pessoa será mais tranquilo", afirma Maria Rocha, psicóloga e coordenadora pedagógica do Colégio Ápice. "Uma separação mal decidida torna um novo amor mais difícil", completa.

A psicóloga recomenda que antes da separação o casal já tenha definido toda a nova rotina. Somente depois de conversarem e decidirem quem ficará com a guarda das crianças, onde cada um irá morar, como e quando pais e filhos se encontrarão para passear, viajar etc, é que os filhos devem ser comunicados. Isso ajuda a diminuir os medos das crianças.

Segundo Maria Rocha, um novo companheiro deve ser introduzido ao núcleo familiar de forma progressiva e gradativa. "Os primeiros lugares devem ser neutros, por exemplo, cinemas e parques. Qualquer local onde não haja cobranças, sempre com a presença de um dos pais". A especialista recomenda que esses instantes sejam sempre breves e com aspectos lúdicos.

É muito importante para a formação das crianças que os pais mantenham relações estáveis. "Caso contrário elas podem adquirir esses hábitos", expõe a psicóloga. Os adolescentes são mais propensos a não aceitarem esse tipo de mudança. "Eles têm julgamento moral, questionam as regras", afirma Maria Rocha. Os jovens se identificam com o papel dos pais e podem "tomar as dores" do outro.

Já os pequenos não têm parâmetros do que é um relacionamento. "Para crianças de até nove anos os adultos são corretos, elas não questionam", revela a psicóloga. O mais importante é que o filho não tenha a sensação de estar perdendo a mãe e o pai. Ele devem compreender que essa nova pessoa irá acrescentar e não subtrair.


Maria Rocha lembra que o novo relacionamento deve ser gradativo e que o parceiro não deve interferir na rotina da família. Sobre a criação dos filhos, a psicóloga é categórica: "O poder de decisão deve ser sempre dos pais". O novo amor não deve fazer o papel de pai ou mãe, é importante destacar que isso não cabe a ele.

Por Bianca de Souza (MBPress)

Comente