Mulheres também são canalhas?

Mulher canalha

No dicionário há diferentes sinônimos para a palavra "canalha": aproveitador, sem vergonha, mau caráter, sacana, pilantra, cínico, mentiroso. Se você já conheceu um rapaz que se encaixa em um desses "apelidos" deve estar se contorcendo de raiva em frente do computador, não é?

Mas vamos deixar uma coisa bem clara: errada a vilamiga que pensa que só os homens (alguns, claro) merecem carregar esta nomenclatura. Há muita mulher por aí que sabe colocar em prática - e com maestria - alguns princípios de canalhice. Quem garante isso é a jornalista carioca Martha Mendonça, autora do livro "Canalha, substantivo feminino" (editora Record).

Para a autora a canalhice não é um privilégio masculino. "A mulher é assim desde sempre. Não acho que a emancipação feminina ou a liberação sexual tenha tornado a mulher mais ou menos canalha", garante. E adverte: "Nem sempre a canalhice é exteriorizada."

Martha defende que os homens são canalhas em quantidade e as mulheres em qualidade. "Eu costumo dizer que uma das piores canalhas é a frágil manipuladora, aquela mulher que se faz de vítima para conseguir o que quer do marido, dos filhos, dos amigos. A chantagem emocional é canalhice das piores!"

"Canalha, substantivo feminino" traz seis relatos fictícios das anti-heroínas Larissa, Cristina, Ângela, Diana, Ingrid e Mariana. Todas as personagens estão em fases diferentes da vida e em contextos diversos. "Em minha opinião, a canalhice não deve ser aplicada nunca. Nem entre homens e nem mulheres! Mas isso não significa que escrever e ler sobre isso não seja divertido, não cause identificação".


Martha afirma ainda que as mulheres canalhas não agem por vingança. Nem são ex-namoradas largadas que resolvem tacar fogo nas roupas do cara e jogar pela janela ou ex-mulheres que, depois de o marido ter arrumado outra, resolvem afastar os filhos dele, para fazê-lo sofrer. "Elas agem assim porque é a natureza delas, porque não têm empatia com o outro e buscam o próprio prazer e seus objetivos sem se importar com quem está na frente. É como a frase de Jessica Rabbit que escrevi no começo do livro: ‘Não tenho culpa; me desenharam assim’". E aproveita para aconselhar os rapazes: "Não dá para lidar com mulheres desse tipo. A saída é rezar para detectá-las e fugir!

Por Juliana Falcão (MBPress)

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