Mulheres que amam demais - Parte I

Passeando pelos blogs de algumas amigas, revivi antigas feridas, coisas que me fizeram sofrer demais. Percebi que muitas tem um problema sério, pelo qual já passei e estou curada há 5 anos, é uma patologia, mas que tem cura e precisa ser idenditficada: é a "mulher que ama demais" que aqui vou chamar de MAD. Esse "demais" não é sobre a quantidade de amor que damos ao outro, é a quantidade de amor que gastamos por amar a pessoa errada e deixamos de usar para amarmos a si mesmas. As pricipais características das MAD: pouca auto-estima, necessidade de ser necessária, vontade forte de mudar e controlar o parceiro e uma predisposição ao sofrimento.

Esse vício é comparado ao do alcoolismo e das drogas, tamanha sua seriedade. E é igualmente devastador para quem passa por ele. O relacionamento viciador é caracterizado pelo desejo da presença animadora de outra pessoa...o relacionamento diminui a habilidade da mulher em prestar atenção a outros aspectos da vida e em lidar com eles. É o que eu chamo de síndrome da salvadora: só conseguimos nos sentir amadas de verdade se somos úteis para ele, se ele precisar de nós de alguma maneira, mesmo que seja para descontar sua frustração, para ter alguem para humilhar, para pagar as contas, para ver os "shows" dele, para o sexo, enfim, para qualquer coisa, menos para nos amar e respeitar como mulher que somos. A MAD, inconscientemente, não é capaz de aceitar que pode ser amada pelo simples fato de existir. Ela precisa se sentir necessária, quase indispensável na vida do homem, mesmo que isso signifique a sua própria anulação e sofrimento. Pensamos: "homem é assim mesmo". Então ela cria um padrão interno de só se envolver com homens problematicos: egoístas, viciados, brutos, grosseiros, machistas. A MAD experimenta uma sensação de aborrecimento quando se encontra com um homem agradável: nenhum sino toca, nenhum rojão explode, nenhuma estrela cai do céu. Pq ela não pode "consertar" um homem que é agradável como ele é, e, se ele é gentil e se importa conosco, não podemos sofrer. Se não podemos amá-lo demais, não podemos de forma alguma. A suposição de que podemos melhorar um homem com a força de nosso amor e que é nossa obrigação fazê-lo, reflete-se em nossas escolhas, e MAD escolhem parceiros cruéis, indiferentes, abusivos, inacessíveis emocionalmente ou incapazes de ser amáveis e interessados, com base na compulsão de controlar os mais próximos. Nossa esperança é que, se podemos controlá-lo, então podemos controlar nossos sentimentos para com ele.

Continua...

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