Mulheres perseguidas por ex-companheiros

Mulheres perseguidas por excompanheiros

Ser perseguida por um ex-namorado ou ex-marido inconformado com o término da relação pode ser um situação apavorante. O pior é que não é raro isso acontecer. Estima-se que 20% das pessoas já foram, em algum momento da vida, acuadas por terceiros.

Não é fácil perceber quando circunstâncias assim vão ocorrer. Somente com o fim do romance é que o ex-companheiro demonstra esse tipo de comportamento. O psicólogo e terapeuta Dr. Ailton Amélio da Silva afirma que esse comportamento é característico de pessoas inseguras, com baixa autoestima e que não se conformam com o fim da relação.

"Algumas pessoas quando têm os sentimentos feridos, mesmo que isso pareça mais grave do que realmente foi, acabam se tornando agressivas, passam a lidar de maneira inconveniente", diz o terapeuta. Dr. Ailton afirma que essas situações de perseguição costumam ser apavorantes. É motivo até de depressão, caso o oprimido não reaja a tempo.

Há 21 anos esse tipo de comportamento é considerado crime nos Estados Unidos. Uma pesquisa realizada no país norte-americano revelou que 10% das pessoas ameaçam de morte seus animais de estimação e parentes, 30% depredam imóveis ou outros bens, 45% fazem ameaças claras e 75% perseguem as vítimas a todo tempo. Muitos stalkings, como são chamados os perseguidores nos Estados Unidos, chegam a prejudicar o seu objeto de adoração no ambiente de trabalho.

O psicólogo diz que a primeira coisa a se fazer é procurar ajuda em um clínica de terapia. "Muitas vezes, é o terapeuta quem vai recomendar e explicar para a vítima a importância de procurar as autoridades", garante Dr. Amélio da Silva. "As pessoas coagidas chegam a sentir pena do perseguidor, isso porque já tiveram uma relação afetiva e saudável no passado", completa.

A terapia irá ajudá-la a se livrar das sensações de enfraquecimento e desânimo, comuns nesses casos. "A perseguição pode ser traumática e deixar sequelas. A consulta com terapeuta irá fazer com que os danos sejam os menores possíveis", ressalta o psicólogo. Não é só o coagido que deve procurar ajuda profissional, o mesmo deve ser feito pelo opressor.


Dr. Amélio da Silva diz que o desejo de reatar com quem se ama é natural e saudável, até certo ponto. Quando chega a incomodar o outro já passa a ser patológico e deve ser tratado. "Quem está sendo perseguido deve deixar claro que está incomodado. Em hipótese alguma deve dar esperança de reconciliação ao ex-companheiro", lembra o terapeuta.

Por Bianca de Souza (MBPress)

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