Muitos casamentos e muitos divórcios relâmpagos

Aliança de Compromisso

Casar ou juntar os trapinhos? Segundo uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o número de uniões legalizadas vem crescendo gradativamente. Em 2006, as estatísticas do Registro Civil marcaram um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior. É nítida a vontade de agir conforme manda o figurino.

A pesquisa também constatou que a maioria dos casamentos é realizada no final do ano, quando os noivos recebem o 13° salário e as bonificações. Isso facilita o pagamento das despesas. Afinal, hoje em dia, para realizar uma cerimônia tradicional simples com direito a lua-de-mel gasta-se no mínimo R$ 8 mil.

Paralelamente, o número de divórcios também cresceu 7,7% no mesmo período. Essas mudanças têm uma explicação fácil: “Hoje em dia, a maioria dos casais se casa por ímpeto. Tudo é lindo e maravilhoso, então, vamos casar. Quando ambos percebem que a convivência não é tão fácil, partem para o divórcio. Como a mulher também exerce papel econômico ativo no casamento, sente maior necessidade de garantir seus direitos caso a união não dê certo. As pessoas já se unem com o pensamento de que um dia podem se divorciar”, explica a psicanalista Ana Herrerias.

Os matrimônios atuais são baseados mais em comodidade do que em amor. O divórcio não é mais um escândalo, como era há 30 anos. “No tempo de nossos avôs, por mais que o casamento fosse infeliz, o casal continuaria junto. Hoje há mais liberdade de escolha nesse aspecto, principalmente do lado feminino”, acrescenta a psicanalista.

Fonte - MBPress

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