Morar junto ou casar?

Sei lá... Me deu vontade de falar sobre o assunto. Garanto, aos olhos das famílias tradicionais, tudo o que for argumentado aqui pode ser considerado como imoral aos bons costumes.

Convenhamos, quando encontramos uma pessoa especial, desejamos passar todo o tempo possível juntos. E o casamento é, para uma família tradicional, o caminho mais ajustado, mais correto, para o casal.

Infelizmente, nos dias atuais, o casamento não é algo que sobrevive bem aos obstáculos que surgem. As provas pelas quais passam os casais são inúmeras.

Uma delas é, sem dúvida, a questão da liberdade sexual. Homens e mulheres em todo o mundo não são tão fiéis em um relacionamento. Muito ouço entre conhecidos que "a carne do homem é fraca diante de uma tentação". Detalhe, uma frase utilizada por ambos os sexos.

De certa forma, o que quero dizer é que o desejo é algo próprio do ser vivo. Portanto, entrar em um relacionamento extraconjugal é até bem provável de acontecer.

Outro fator para o fracasso do matrimônio está nas afinidades do casal. Somos todos humanos. E como tal, pontos positivos e negativos no caráter. Com o passar dos meses, o homem ou a mulher deixam transparecer qualidades ou defeitos (este em proporção maior) que não demonstravam enquanto namoravam.

Há quem fale que o ponto mais crítico de um casamento é o 7º ano. Dizem que "se passar do 7, é sucesso"!

Quero esclarecer que não sou contra casamento. Muito pelo contrário. Acredito muito na união entre duas pessoas. Acredito tanto que não aceito que um casal se separe. Por isso, ouço escrever e afirmar: Todo casal antes de tornar-se oficialmente marido e mulher, antes de firmar diante de um padre, bispo ou juíz o compromisso de formar uma família, deveriam conviver algum tempo juntos. Assim, passados o período de "experiência", decidiriam sobre o casamento.

Quando vem a decisão de morar juntos, o casal leva apenas em consideração fatores como: dormir junto da pessoa amada, preparar a refeição que ele/ela mais gosta, etc. Esquecem que na cama há muito mais do que corpos unidos se aquecendo. Os vícios e costumes de cada um pode vir a incomodar o outro.

Mas uma coisa tem de ficar clara e acordada entre os dois. Não é que por não firmar um casamento que o relacionamento seja aberto em algum sentido. A fidelidade, o respeito e o amor devem ser pilares mais do que firmes. Outro fator relavante são os filhos. Que fique bem claro que uma criança não deve ser usada como item de conquista, para atar um relacionamento. Se do relacionamento nascer uma criança, a ligação entre o casal será eterna. Pai e mãe é para a vida inteira. E, diante de uma possível separação, o respeito entre o casal deverá ser bem maior, para que não comprometa o desenvolvimento da criança.

Se um dia me renderei ao compromisso do casamento, não sei. Mas, de uma coisa tenho certeza: no dia que me casar será para a vida inteira.

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