"Meu marido me traiu, comigo mesma"

Meu marido me traiu comigo mesma

Entre vários relatos das Vilamigas sobre traição ou infidelidade, um deles causou polêmica na comunidade.

Uma mulher casada, que preferiu não se identificar, conta que certo dia resolveu criar um perfil falso e conversou pela internet com o marido como se fosse uma menina de 23 anos. O que no início era apenas uma brincadeira, ou fantasia, se tornou algo mais grave.

Regina Vaz, terapeuta de casais e especialista em crises conjugais, coloca um ponto importante antes de o relato ir adiante. “Ela deve se perguntar: por que tomou essa atitude? Armar uma enrascada, contratar detetive ou mesmo xeretar a vida dele, só vai desgastar ainda mais a relação”, diz.

Durante as conversas online, o papo esquentou. Troca de fotos, conversas eróticas e no meio disso, o marido confessou que era casado, mais ainda, estava infeliz no casamento. “Confessou e que o tesão tinha acabado e só estava comigo por causa dos filhos”.

Em situações como essa, a terapeuta é enfática perante a atitude do homem. “Claro que ele iria dizer que o casamento não ia bem, é uma brecha para ele se aproximar da garota na internet. Ninguém vai dizer que está feliz e contente com o casamento, para a mulher entrar como amante. Com essa atitude ele atrai a garota (falsa)”.

Caso ela revele o fato ao marido - a Vilamiga o observou várias vezes no computador procurando a garota falsa - ele poderá ter duas reações. “Dizer que sabia que era a esposa ou ainda ficar bravo porque se sentiu perseguido”, diz.

A terapeuta aconselha que ela reflita e veja se pretende reverter a situação, usando essa informação ao seu favor, ou então, aproveitar o fato para questionar o seu relacionamento com o marido. Antes de tomar qualquer decisão, ela deve se perguntar quais são seus objetivos dela. “Ela precisa buscar entender o que é traição para ela, o que ela espera de um marido, e se essas atitudes estão de acordo com o que ela quer”.

Em situações como essa, a terapeuta ressalta a importância de se manter um diálogo aberto, afinal, muitos casais preferem jogar a sujeira embaixo do tapete como se resolvesse. Deixam o copo encher e só tentam fazer alguma coisa quando transborda.

"Com certeza as atitudes são fundamentais. Não deixar acumular mágoas, ressentimentos, dúvidas, insatisfações assim como uma boa conversa para esclarecer problemas do dia-a-dia pode ser um grande diferencial de relações duradouras", explica a autora do livro “Vamos Discutir a Relação?”.


Discutir não é duelar, acusar, brigar e sim dialogar, conversar, saber falar e principalmente ouvir. "O casal deve expor seus pontos de vista com abertura para conhecer o pensamento do parceiro e aprender a comunicar-se um com o outro, para que a relação tenha uma vida longa", finaliza.

Po Juliana Lopes

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