Mentira: será que pode?

Há um momento que se torna importante não contarmos tudo, ou, toda a verdade, seria esta a hora de mentir ou omitir?
Mentiras sinceras te interessam

Tudo bem que todo mundo acredita que a sinceridade é a base para qualquer relacionamento dar certo, mas, venhamos, dependendo do que você está pronta a falar, como diria Ivan Martins, colunista da revista Época, isso pode ser um verdadeiro ‘sincericídio’, ato desmedido de contar verdades íntimas que poderá (potencialmente) criar problemas no seu namoro.

É importante lembrar que, na vida a dois, a sinceridades deve ser administrada igual a um remédio, pois, em excesso, pode até matar. A medida ideal para a mentira certa não é fácil de ser encontrada e, até Oscar Wilde, famoso poeta e escritor irlandês, já afirmou que: "um pouco de sinceridade pode ser bem perigoso, muita sinceridade é absolutamente fatal."

Pois é, apesar de estar no território das pequenices, sair por aí falando coisas que ele não precisa - ou deve - ouvir pode soar como uma agressão. Ou seja, você pode até expressar o que pensa, no entanto, conhecendo as falhas habituais e fraquezas do parceiro, o melhor que se faz é proteger possíveis informações que podem magoar ou interferir no presente.

Conte o que é importante, mas deixe as pequenas vaidades e autoafirmações de fora do relato, principalmente se o mesmo envolver aquele elogio do colega do trabalho ou remeter a acontecimento e lembranças do passado. Muita calma, não estamos incentivando a mentira ou a omissão de fatos importantes, mas também não precisa dividir a vida sem nenhum filtro, falando verdades desmedidas ou contando absolutamente tudo o que ocorre no seu dia ou passa pela sua cabeça. Os filtros - sociais - servem exatamente para deixar a nossa vida mais fácil. Pense antes de partilhar todo minúsculo pensamento que habita a sua cabeça, sinceridade demais (também) tem limite.

Por Paula Perdiz

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