Maria-purpurina: mulheres que sentem atração por gays

Mulheres que gostam de gays

Eles são mais sensíveis. Entendem do universo feminino. Partilham de alguns mesmos desejos. E sim, estão no alvo das mulheres.

Essa relação virou até tema de novela, com a história de Orlandinho e Céu, o casal nada ortodoxo de “A Favorita”. Ele era gay assumido. Na trama, Déborah Secco e Iran Malfitano viveram uma bela amizade que se transforma em paixão.

Na vida real, é assim mesmo que acontece. As “Marias-purpurina” se sentem atraídas exatamente por aquilo que não encontram nos héteros. “Eles são mais sensíveis, entendem a gente melhor”, conta Aline Carvalho. Como são mais “parecidos” com as mulheres, acabam agradando. Fora isso, se cuidam mais, estão sempre bem arrumados e sabem do que conversar. “Às vezes com homem falta assunto. Alguns só pensam em sexo”, alfineta. Aline chegou a beijar um amigo gay só por curtição. “Ele gosta mesmo é de homem, mas valeu a experiência. Se ele não fosse gay, juro que namorava”.

O jornalista Silvio Soares conta que já passou por algumas situações engraçadas, principalmente na balada. “Uma menina veio dar em cima de mim e pedi para um amigo avisar que eu era gay. Aí que ela ficou louca e não descansou até me beijar”, lembra. Ele se diverte com as histórias e diz que tem mesmo muitas amigas mulheres. “Acho que é porque conversamos de igual para igual, sobre tudo. Amizade rola fácil com sinceridade”.

A explicação por esse desejo quase estranho não tem nada de anormal. “O gay sabe ouvir a mulher. A gente estimula que elas estejam lindas, femininas. O hétero normalmente quer apagar esse brilho”, fiz Silvio. É como se fosse aquele amigo homem que a mulher pode contar tudo sem medo de segundas intenções.

Mas aí, o sentimento dela muda e dele não - aí a coisa complica. Há quem ache que um homossexual pode até cair em tentação e sentir atração pelas amigas. “Até vale de brincadeira. Mas nada mais sério”, diz Silvio. Na novela, Orlandinho, que era gay assumido, não sabe mais se é ou não. O jornalista afirma que esse dilema é lenda e normalmente não acontece. Então, meninas que adoram as cores, as bandeiras e o jeitinho adorado dos amigos gays, muita calma nessa hora. Nem sempre esse tipo de história de novela tem o final feliz.

Por Sabrina Passos (MBPress)

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