Início de relacionamento: trocar ou não presentes no Dia dos Namorados?

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Aqui no Brasil, 12 de junho é Dia dos Namorados. E muitos casais assumidamente apaixonados não deixam a data passar em branco e aproveitam o ensejo para trocar presentes e fazer surpresinhas românticas como forma de ratificar um dos sentimentos mais belos e incondicionais: o amor.

Entretanto, os casais que ainda não assumiram o namoro ou que se conhecem há muito pouco tempo passam por um verdadeiro dilema quando essa data se aproxima: eles devem ou não trocar presentes?

Para o psicólogo Thiago de Almeida e autor do livro "A Arte da Paquera: Inspirações à Realização Afetiva" (Ed. Letras do Brasil) é comum que os casais, independente do tempo de relacionamento, criem expectativas em relação à data. Por isso, o melhor é deixar as coisas bem esclarecidas e até mesmo combinadas.

Os casais que ainda não oficializaram o namoro ou que estão há pouco juntos, por exemplo, não devem simplesmente abstrair a data. Isso seria descortês. "A troca de presentes, nestas situações, simbolizaria uma aliança ou um título (namorado/namorada) que as partes envolvidas podem não estar preparadas para assumir. Então, se o caso é esse, o ideal é justificar os motivos pelos quais haverá ou não comemorações", diz.

Já os casais que ainda não assumiram o relacionamento, mas têm este desejo, podem usar a data como estímulo. "Se a ideia de permanecerem juntos já vem sendo amadurecida e conversada há algum tempo, o Dia dos Namorados pode ajudar a ratificar o convívio e dar mais um passo na vida a dois", pensa o psicólogo.

Dr. Thiago também ressalta que o importante é zelar pelo sentimento do outro. Isso porque o Dia dos Namorados mexe com as pessoas que já estão apaixonadas ou que querem se apaixonar. Desse modo, o presente a ser dado pode gerar mais expectativas ou frustrações e determinar os rumos da relação dali para frente.

Não dá para mensurar o tipo de presente que agrada mais, cada um é cada um. Às vezes uma flor comprada pelo próprio namorado vale mais do que um carro, uma joia. O especialista comenta: "Conheço clientes que não se satisfazem com presentes caros porque sabem que não foi o parceiro que deu. Ele pediu para a secretária dele ir até o local escolher. Nesses casos, um bilhetinho escrito à mão acaba sendo muito mais impactante."


Então pense bem antes de fazer algo no Dia dos Namorados. Se não está pronto para se comprometer ou assumir um sentimento agora, tenha uma boa conversa com a parceira e explique a situação. E se quer surpreender, haja de coração. Lembre-se que a felicidade está nas pequenas coisas e nos pequenos gestos!

Por Juliana Falcão (MBPress)

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