Infertilidade psicológica existe?

Infertilidade psicológica existe

Problemas psicológicos também são enfrentados quando o casal não consegue ter filhos, pois a infertilidade afeta não apenas o indivíduo infértil, mas também a relação do casal, provocando, inclusive a desestabilização das relações do sujeito com seu entorno social.

A importância do fator psicológico e sua influência em vários aspectos da vida do ser humano são bastante conhecidas. De acordo com o ginecologista e especialista em reprodução humana, Dr. Gustavo Kröger da Clínica Genics Medicina e Genômica "desejar ter um filho e esbarrar na impossibilidade devido a doenças como endometriose ou ainda em fatores como idade e genética produz uma ampla gama de sentimentos como medo, ansiedade, tristeza e frustração, desencadeando, muitas vezes, quadros de estresse e depressão".

Contudo fatores psicológicos ou psíquicos que alteram a qualidade de vida e a harmonia do casal podem interferir no comportamento conjugal e diminuir as chances de engravidar naturalmente. Quando a mulher descobre a sua incapacidade de gerar um bebê significa, para ela, diferentes perdas, tais como: o momento da gestação, a impossibilidade de ver o rosto de seu filho, a continuidade genética, além, é claro, da função materna. Já para o homem, a inaptidão de realizar seu papel procriador associa-se a ideia de impotência, o que para ele, é bastante constrangedor.

O apoio psicológico é primordial, principalmente para o casal que passa por processo de fertilização assistida. O objetivo é o acolhimento e o esclarecimento de dúvidas e expectativas inerentes ao tratamento e apesar dos momentos de perda gestacional ou quando o tratamento não dá certo.


Por Vila Mulher

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