Indústria do Divórcio

Gente: que o casamento, não é mais aquela sólida instituição já sabemos. Hoje, realmente, seguindo os conceitos vigentes de carreira e vantagem a qualquer custo, o casamento não passa de um negócio como outro qualquer.

Não um negócio declarado e negociado como o era antigamente, quando uniam-se as famílias com o intuito de agregar terras uma a outra e a partir daí criar uma nova família perpetuando o nome e a linhagem.

Hoje, nem mesmo isso conta. O que vale são números, pura e simplesmente. Tanto é assim que acordos pré-núpcias (que antes eram feitos apenas entre gente milionária) hoje são mais do que comuns. Ou seja, começa-se a partilha antes mesmo da união.

Casa-se sabendo que a coisa não vai funcionar (é apenas uma questão de tempo uma vez que já se dá o fato por consumado) e para precaver-se e garantir-se financeiramente, as duas partes concordam em usar os mais intrincados expedientes da lei.

Existe uma verdadeiro exército de gente que vive de casamentos e divórcios hoje: de advogados especializados em levar adiante causas impossíveis, reivindicando pensões astronômicas passando por detetives craques em dar flagrantes e produzir todo o tipo de provas de adultério e finalmente uma gama variada de profissionais pronta para atender a recém divorciados: são as “organizadoras do lar” que fazem compras, cardápios, arrumam até os armários de maridos recém descasados ou fazem compras para mulheres executivas extra ocupadas que preteriram os maridos em função da carreira.

Estou sim fazendo um discurso reacionário. Que mal há? Hoje, ser reacionário na vida pessoal virou vanguarda. Esse excesso de modernidade é que me parece antigo, antigo e um modelo pra lá de ultrapassado...

Jornalista, escritora e palestrante, Claudia Matarazzo é autora de vários livros sobre etiqueta e comportamento: “Visual, uma questão pessoal”, “Negócios Negócios - Etiqueta faz parte”, “Amante Elegante - Um Guia de Etiqueta a Dois”, "Casamento sem Frescura", "net.com.classe", "Beleza 10", "Case e Arrase - um guia para seu grande dia", "Gafe não é Pecado" e "Etiqueta sem Frescura"

Comente