Idas e vindas do amor

Idas e vindas do coração

Bradley Cooper e Julia Roberts. Foto: divulgação.

O título do filme, em português, sintetiza o que acontece com quase todo mundo, quase sempre. Ir e vir é mesmo o que o coração faz - às vezes correndo rápido, outras se arrastando. "Idas e vindas do amor" (Valentine’s Day, no original) é uma comédia romântica que mostra o amor de diferentes ângulos e gerações. E talvez, como o sentimento faz às vezes, peque pela falta de borboletas no estômago.

Mesmo assim, não há como não se emocionar com o inocente menino que se apaixona pele primeira vez, com o casal que divide um longo casamento e até com as solteironas que duvidam do coração. "O amor assume várias faces que vão além do romance, mas no final das contas, sempre nos leva de volta ao que é mais importante na vida", afirma o diretor do longa Garry Marshall, que dirigiu também "Um linda mulher" e "Diário da Princesa".

Visto pelos olhos de um grupo de personagens amarrados, o filme retrata uma variedade imensa de relacionamentos: do primeiro encontro às histórias de longa data, das paixões recentes aos amores antigos, dos solteiros inveterados aos não correspondidos. "Quisemos nos assegurar de que o filme tivesse algo com que cada tipo de pessoa pudesse se identificar", ressalta Abby Kohn, uma das roteiristas.

Para Marshall, o diretor, o que faz as histórias funcionarem no filme é o elenco estrelado. Julia Roberts, Jessica Alba, Ashton Kutcher, Queen Latifah, Anne Hathaway, Patrick Dempsey, Jamie Foxx, Jennifer Garner, Taylor Lautner, Shirley MacLaine e Taylor Swift (sim, a cantora country) são alguns dos nomes escalados. Mas mesmo com tanto peso-pesado - e com as histórias bem amarradinhas - o filme não ferveu. E morno, não deixou a vontade de sair da sala de cinema correndo em direção ao mundo maravilhoso da paixão.

A personagem de Jennifer Garner (Julia), por exemplo, se desilude na trama e, quando a coisa promete esquentar, ‘The End’, o filme acaba. "Ela acorda no Dia dos Namorados sentindo-se a pessoa mais feliz do mundo, mas à medida que o dia se desenrola, seu coração passa por uma montanha russa de emoções. O filme celebra o dia dedicado ao amor, a perder o amor e a ganhá-lo, tê-lo e não tê-lo", confirma a atriz.

O canalha que faz par (quase) romântico com ela é interpretado por Patrick Dempsey (Harrison). E é ele mesmo que joga um balde de água fria no sentimento: "Acho que o Dia dos Namorados na verdade não é nem um pouco romântico, porque não dá para forçar o romantismo. Tem de acontecer naturalmente. Há tanta pressão para que esse dia seja especial e feliz que fica impossível que isso aconteça".

Bingo. Foi isso que aconteceu com "Idas e Vindas". Com pressão demais, estrelas demais, histórias demais e um diretor de peso, o filme criou muita expectativa que se frustrou - do jeitinho que o amor adora fazer.

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PS:

- Preste atenção às belas declarações de George Lopez, que interpreta Alphonso, o amigo de todas as horas de Reed (Ashton Kutcher). Anote no caderninho, se puder!

- O tombo de Taylor Lautner é real - ele não usou dublê

- Uma locação é familiar para os fãs de Garry Marshall: o Beverly Wilshire Hotel. A produção inventou um banco de ponto de ônibus em frente ao hotel, para uma cena de Julia Roberts e Richard Gere, em "Uma linda mulher". O ponto voltou para lá em "Idas e vindas", agora como cenário para Anne Hathaway e Topher Grace


- O 13 é mesmo o número da sorte do casal Taylor Swift e Taylor Lautner, na vida real...

Por Sabrina Passos (MBPress)

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