Homens e Mulheres, suas diferenças...

Jantar entre amigos: alguns casais, alguns solteiros. Lá pelas tantas, um dos convidados empolga-se a falar, sob a atenta escuta dos demais rapazes, da “ultra-mega-hiper-tecnológica” plataforma da Petrobras que ele teve a oportunidade de conhecer. Robôs, batiscafos, sondas computadorizadas, equipamentos com nomes esquisitos, o incrível desafio da despressurização a quilômetros de profundidade e por aí vai. Ai, ai. A conversa parece reproduzir um filme de ficção científica “cinza-escuro”, “metalizado”, sem lágrimas e sem sorrisos.

As mulheres bocejam. A mesa, até então animadíssima, agora padece por não ter sido organizada a partir da clássica divisão: vocês para lá, nós para cá. Não, claro que não. Quem, hoje em dia, iria aceitar esta divisão anacrônica, grosseira e tão pouco romântica? Quem irá admitir, no início do século 21, que os homens querem mesmo é falar de futebol e as mulheres trocar receitas? Pois é, ninguém. Muito bem, agora agüenta este papo chato.

De repente, como que por encanto, as atenções femininas se restabelecem. O eloqüente narrador passa a descrever o que acontece com os mergulhadores que fazem aquele tipo de trabalho. O organismo deles é exposto a condições que os fazem envelhecer mais rápido e viver menos. Tristeza, indignação, curiosidade turbinada. Agora todos, homens e mulheres, querem saber mais. Por que isto acontece? Que equipamento? Que despressurização? Que escavação? O narrador, pacientemente, explica tudo o que já havia explicado há minutos, porém agora num contexto que interessa às mulheres: o drama humano.

A ciência apenas confirma o lugar-comum: meninas bebês, de apenas três dias, sustentam o olhar em direção a um adulto pelo dobro do tempo que os meninos o fazem. Com quatro meses, as meninas já fazem distinção entre fotos de pessoas que conhecem e de pessoas estranhas. Os meninos ainda não. Expostos a duas imagens diferentes - uma de gente, outra de objeto - as meninas olham com mais freqüência para a primeira, e os meninos para a segunda. Quando escrevem, as meninas utilizam menos números, menos preposições e menos pronomes do que os meninos. Por outro lado, elas fazem mais referências a outras pessoas, a sentimentos, a emoções e idéias.

Dá para notar que, mesmo os assuntos mais áridos para as mulheres, se tornam interessantes quando estão associados a pessoas. As mulheres gostam de gente. Se interessam pelos outros, seus dramas e suas histórias.

Uma a Uma é uma empresa de inteligência de mercado especializada no público feminino. As sócias e colunistas do Vila Mulher, Denise Gallo e Renata Petrovic, ajudam a entender melhor e desvendar as várias faces da mulher contemporânea. Contato: umaauma@umaauma.com.br

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