Há sempre uma mulher nova dentro de cada uma de nós

Para todas aquelas mulheres que se debatem com o desgosto de verem uma relação falhar, deixem-me que diga que precisam apenas de sair de vocês mesmas e verem a hstória por uma perspectiva alheia. E depois perguntem-se: de onde vem esta "infelicidade"??' Precisarei mesmo daquele traste que me maltrata psicológica e(ou mesmo) fisicamente? Tenho necessidade de alguém que me dê ordens, que me exija, que não me aprecie, para me sentir completa? Precisarei mesmo de um "patrão" em casa ?

Então vem o exercício de visualização de nós mesmas sem aquele "espécime" e o resultado é bem mais animador: somos capazes de ser completas e livres. Donas das nossas acções e dos nossos sentimentos. Capazes de decidir, de falar e de ter sucesso. Orgulhosamente sozinhas e responsáveis.

Aquelas de nós que pensam que precisam de alguém para se sentirem completas e confundem "presença", "hábitos", enfim, dependência como sinónimos de amor e de relação, devem compreender que antes de mais, temos a obrigação de sermos completas connosco mesmas. As más relações são tão nefastas como os vícios. As drogas das quais só nos livramos com dôr e reabilitação: longe dela para sempre.

Se não nos preocuparmos connosco, ninguém mais o fará. Bem pior do que estar só é estar sozinho numa relação. Não ser livre de chorar nem de rir, não ter que dar explicações por dá cá aquela palha.

E o grande segredo é que o verdadeiro amor só aparece quando não dependemos de ninguém para estarmos bem connosco mesmas. Ele vem quando é apenas uma mais valia na nossa vida e nunca uma necessidade imperiosa ou urgente. Nesse momento, talvez nem sequer o procuremos, talvez tenhamos mesmo desistido porque , na reladidade, já não faz falta mas é então que o reconhecemos e estamos verdadeiramente disponíveis para o aceitar nas nossas condições. Porque já o merecemos e não é mais um acto de submissão a outro.

Que 2009 seja o ano da auto suficiência emocional de todas as que lamentam os inferiores machos que as maltrataram , trocaram, desprezaram, para que novas mulheres se reencontrem e reconstruam. E venha a autêntica felicidade.

Como a minha , desde há quinze atribulados, mas maravilhosos anos.

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