Entre a rainha má, a princesa e a guerreira

Entre a rainha má e a guerreira

Foto: Reprodução IMDB

A mulher de hoje está entre a cruz e a espada. Ela quer ser uma princesa, mas descobre que para vencer, precisa mesmo ser uma Rainha má, mas passa a maior parte do tempo correndo atrás da felicidade como uma maratonista, ou uma guerreira no estilo de Joana D´Arc. Achou muito Vilamiga? É mesmo e depois de "ser" tudo isso bate um cansaço.

Os estereótipos femininos continuam a pesar sobre as mulheres, as mulheres para casar, as mães de família, que se vêm às voltas com renúncias ou escolhas, as divas, as deusas, as inspiradoras, as periguetes, e no fundo; todas elas são as mulheres reais.

Há outras mulheres que parecem não ligar muito para isso, elas renunciaram a padrões cruéis e surreais. Já comentamos sobre isso por aqui, mas como todo bom clichê, ele permanece atual: Quem é a mulher de hoje? Será que ela se resume a uma descrição, ou a um rótulo limitador? Os meios de comunicação estão optando por criar verdadeiros segmentos no tema.

No cinema, vemos uma Rainha má insegura com a idade e preocupadíssima com o que diz o espelho, pois tem um paquera mais jovem. E a atriz que a interpreta, Julia Roberts, já foi namoradinha da América, e agora é uma artista mais tranquila e segura no topo dos seus quarenta e poucos anos.

Na televisão, vemos duas novelas da Rede Globo, que estão tentando dar voz às mulheres "normais", ou seja, a maioria das pessoas. As empregadas domésticas, os fenômenos musicais do Pará (pode torcer o nariz, mas elas estão abafando), "cheias de graça", novelas das 7. Vejam o exemplo da personagem de Isis Valverde, na novela das 21 horas, "Avenida Brasil", que agora começa mais tarde, ela quer levar vantagem e usa as suas "armas", belas curvas e linguajar ousado.

Todo mundo sabe que cada pessoa usa o que tem para tentar vencer na vida, seja seu conhecimento, seja sua esperteza ou os seus atributos físicos. E quem é que pode julgá-las? Ninguém pode.

Afinal, as mulheres estão se livrando aos poucos da imagem de beleza que reinava até o final dos anos 90, de rostos perfeitos e estética definida. Agora o que reina é a realidade, a criatividade, e o espaço para belezas diferentes. A magreza excessiva está caindo em desuso, pelo menos fora das passarelas. As estrelas estão cada vez mais perto da terra firme, aliás, cada vez menos estrelas e sim figuras ou icones para se inspirar.

Por Giseli Miliozi

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