Enfrentando juntos os problemas financeiros

Enfrentando juntos os problemas financeiros

Dividir o mesmo teto significa dividir os dias e as noites, as alegrias e as tristezas e, claro, as contas e as despesas. Mas será que o grande amor da sua vida resiste à falta de dinheiro e às crises financeiras?

Se no meio de uma maré ruim, você quiser manter a saúde da relação, a primeira atitude é cortar os supérfluos. “É comum o casal dizer que está vivendo mal porque não podem mais sair para jantar, viajar. O erro está em cortar o lazer totalmente. Tem que encontrar passeios e atividades que se encaixem à nova realidade”, ensina a terapeuta familiar Roberta Palermo. “Um costuma punir o outro pelos cortes que precisam fazer, mas ninguém propõe uma volta no quarteirão tomando um picolé”, exemplifica.


Um dos lados chatos da crise é não saber quanto tempo ela vai durar. Portanto é preciso reestruturar os gastos imediatamente e não deixar virar uma bola de neve, sem desanimar. “Ser positivo e ver a situação como uma fase temporária ajuda a viver melhor no momento difícil. Mas tem que demonstrar pé no chão”, ensina Roberta. Quando um dos cônjuges é demitido, por exemplo, a cumplicidade e até o sexo ficam prejudicados. “Se o casamento não estiver estruturado, qualquer problema pode desencadear a falta de harmonia do casal”.

Para que a relação não se desgaste ainda mais, é preciso não esconder a real situação do cônjuge e sim dividir as angústias, planejando novas estratégias juntos. “Não culpar o outro por estarem nessa situação, mesmo que um tenha mesmo gerado a crise, também é uma boa dica. É hora de achar novos caminhos, não brigar pelos erros já cometidos”. Quando possível, tente a ajuda de familiares. Pedir para a sogra cuidar da criança temporariamente, para poder dispensar a babá, por exemplo, não é o fim do mundo.

Segundo Roberta é comum que a cobrança maior caia sobre o homem, por mais que ele já não seja visto como o único responsável em prover financeiramente a família. “Quando a mulher passa a sustentar a casa, o marido pode passar a ser visto como um ser desprezível ou não exercer a única coisa que o fez vir ao mundo”, pondera. O ideal então é deixá-lo ocupado com novas tarefas enquanto encaminha novos currículos. No meio disso, a esposa precisa se controlar para não desfazer do marido e incentivá-lo a se candidatar a novas oportunidades, falar com os amigos e até a mudar de área de trabalho.

Uma crise financeira pode sim acabar com um relacionamento, como já ponderou nossa Vilamiga Maria do Sol em seu blog, mas apenas quando o desencanto chegar de mãos dadas com a falta de dinheiro. Acreditar nas promessas e manter aqueles votos iniciais vai ajudar a manter o casal feliz, na riqueza ou na pobreza.

Por Sabrina Passos (MBPress)

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