Em busca do princípe encantado

Como toda menina aprendi muito cedo que um dia iria encontrar o meu princípe encantado. Quem seria? Um rapaz perfeito que surgiria inesperadamente e mudaria minha vida do dia para a noite e me pediria em casamento? Nem sempre...

Nem sempre acontece exatamente assim. Não é toda garota que consegue encontrá-lo. Muitas ficam anos em busca daquele que será responsável por sua felicidade e às vezes não o encontram.  

Nem sempre é fácil achar o homem certo, o grande amor assim tão cedo. Sempre fui muito romântica, sonhadora e acreditei por muito tempo que ele iria chegar, poderia demorar, mas todas as mulheres o encontram. Será?

Meu primeiro amor foi aos 16 anos, no auge do sonho adolescente de viver uma grande história de amor. E de fato eu vivi naquele período. Meu primeiro namorado foi um garoto americano que foi estudar na minha escola. Foi paixão à primeira vista, não conseguia pensar outra coisa que não fosse em seus belos olhos castanhos. Foram alguns meses de olhares trocados e poucas palavras, até que um dia por uma obra do destino (e uma ajudinha de Deus solicitada de última hora e concedida) que o encontrei num shopping e acabamos passando a tarde toda juntos conversando. Ao final do dia ganhei um beijo e começamos a namorar. Mas aquele dia terminou de forma muito engraçada com meu susto ao chegar em casa e dar de cara com meu pai preocupado, certo de que tinha sido sequestrada. Foi o início de um namoro de 8 meses e de um sonho realizado. Era bom demais para ser verdade estar vivendo um romance com aquele americano lindo mas felizmente era.

De lá para cá e alguns namorados depois, ainda estou a procura deste princípe. Mesmo que tudo indique que está cada vez mais difícil encontrá-lo, afinal virar os 30 e ainda não estar casada, é um pouco angustiante, e ter descoberto que princípes na realidade estão mais para plebeus, continuo cheia de esperança e fé. Nunca é tarde para amar de verdade.

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