Divórcio amigável é benéfico para os dois lados

O divórcio amigável é a melhor opção para os filhos - Além de evitar dor de cabeça!
william fatima divórcio

Foto: Reprodução

William Bonner e Fátima Bernardes que estão se separando. Mas ao contrário do que muitos insistiram em dizer, o amor não se acabou entre os dois, aparentemente só mudou com o divórcio. Prova disso é que os jornalistas, que ficaram juntos por 26 anos, publicaram a mesma mensagem atenciosa no Twitter falando sobre o fim do casamento.

"Em respeito aos amigos e fãs que conquistamos nos últimos 26 anos, decidimos comunicar que estamos nos separando. Continuamos amigos, admiradores do trabalho um do outro e pais orgulhosos de três jovens incríveis. É tudo o que temos a declarar sobre o assunto.  Agradecemos a compreensão, o carinho e o respeito de sempre. Fátima e William", escreveu o casal.

william fatima divórcio

Foto: Reprodução

Eles formaram uma bela família, que ao que tudo indica, continua unida e feliz apesar do casal não estar mais junto. Separações assim, amigáveis são exemplos de que nem sempre um término precisa ser drástico. Conversamos com o Dr. Luiz Fernando Gevaerd, especialista na área de Direito de Família, sobre divórcio e ele explicou que este tipo de separação é a mais benéfica para os filhos: "a separação ou divórcio feito amigavelmente permite que as partes decidam, sem intervenção de terceiros, sobre as próprias necessidades a respeito de guarda de filhos, visitação mais adequada e partilha de bens", diz.

Os longos períodos de estresse, as sequelas psicológicas, as incertezas sobre os resultados das ações e os grandes custos de advogados e papeladas são evitados em grande parte quando os "ex" escolhem resolver as coisas sem confronto.

"Os filhos são os grandes beneficiários de uma separação amigável e sem traumas, pois um ambiente tranquilo acalma os herdeiros que se veem diante de uma perda e, em alguns casos, inclusive, de culpa pela ruptura do relacionamento dos pais", esclarece o advogado.

Divórcio amigável é benéfico para os dois lados

Foto - Foxnews.

O caso da atriz Gwyneth Paltrow e do cantor Chris Martin (líder da banda Coldplay) também é um bom exemplo de divórcio amigável. Depois de 10 anos de relacionamento e uma separação, as crianças vieram em primeiro lugar para o casal.  "Não há nenhum radicalismo em permitir que os filhos participem dessa transição tão peculiar da forma mais amena possível", afirma Dr. Gevaerd. E completa: "Seria muito conveniente que o exemplo de Gwyneth fosse seguido, facilitando o convívio do pai com os filhos, independentemente da ruptura".

Diálogo é a peça-chave

É triste que as coisas tenham acabado de tal forma que nem mesmo o diálogo possa ser mantido entre duas pessoas que se amavam calorosamente há algum tempo atrás. Mas, caso não seja mesmo possível estabelecer um canal maduro de comunicação entre vocês, não há vergonha nenhuma em procurar um mediador de conflito.

"No caso de brigas, rixas, disputa de bens, guarda dos filhos ou dívidas um com o outro, um mediador ou advogado especialista na área podem ajudar o ex-casal a encontrar uma solução amigável. Hoje, os advogados de família estão bastante preparados para a mediação sem que haja perdedores", diz o especialista.

Além disso, psicoterapeutas ou terapias específicas para casos de divórcios também podem ajudar vocês dois a lidarem melhor com a presença e conversa um com o outro (caso isso seja muito insuportável ou perigoso).

Dr. Luiz Fernando Gevaerd conta que, quando os adultos focam mais na preservação do equilíbrio emocional dos filhos do que em suas rixas pessoais, fica mais fácil resolver os conflitos de forma pacífica.

De qualquer forma, caso o embate judicial seja inevitável, não o encare como um monstro de sete cabeças. "O divórcio não se trata de algo intransponível ou que possa trazer transtornos insuportáveis", acalma o profissional.

Com a ajuda e confiança de um bom advogado de família, é possível conseguir um acordo justo e satisfatório para ambas as partes sem que vocês precisem se estapear na frente de um juiz.

Por Juliany Bernardo (MBPress) editado por Thamirys Teixeira

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