Desilusão amorosa: como voltar a ativa?

Desilusão amorosa como voltar a ativa

Foto: Hans Martin/Corbis

A paixão não tem hora para chegar e nem precisa de muito tempo para nos dominar. Quem já se apaixonou perdidamente por alguém, costuma perder o chão quando a relação acaba. A pessoa se sente frágil, com autoestima baixa e com medo, muito medo de tentar se envolver com uma nova pessoa e voltar a se machucar.

Foi assim com a estudante de psicologia Nariel Pereira, de 19 anos. Quando tinha 17 anos conheceu um rapaz de 26, pai de um menino de quatro anos, que lhe prometeu o mundo. O namoro durou bem pouquinho, cerca de dois meses, mas foi tempo suficiente para causar o maior frisson na vida da jovem.

"Essa pessoa não teve o cuidado que deveria ter comigo. Deu-me uma aliança de compromisso no Dia dos Namorados e eu me entreguei de corpo e alma pra ele. Resultado: perdi minha virgindade", conta. Uma semana depois o rapaz a deixou. "Nunca fui de dizer que iria esperar até me casar para ter uma relação sexual, mas queria que esse momento marcasse minha vida, que fosse com uma pessoa que eu amasse e também me amasse."

Junto com a dor de ter sido abandonada veio o medo de levantar a cabeça e seguir em frente. Nariel ficou reclusa em casa, com medo de abrir o coração novamente e sofrer. Não confiava em homem nenhum. "Parei de me cuidar, não me arrumava mais, a autoestima estava destruída. Quando conseguia ficar com alguém, não curtia o momento, não me envolvia. Beijar outra pessoa não era nada interessante", lembra.

Muitos meses depois, cansada de sofrer e disposta a dar a volta por cima, Nariel topou se envolver com outra pessoa. Felizmente, o rapaz teve todo o cuidado que a jovem merecia, pois sabia de tudo que ela havia passado. "Devagar ele foi curando a ferida e me devolvendo a esperança de ser feliz de novo. Chegou como um amigo e hoje se tornou o melhor namorado do mundo, capaz de reconstruir cada pedacinho que o relacionamento anterior havia destruído", comemora. O novo namoro já completou um ano.

Para quem está na fase de viver no casulo por ter sofrido uma forte desilusão amorosa, Nariel avisa: nenhuma tristeza é eterna. "Tudo nessa vida passa, quando a gente se permite acreditar nisso, tudo fica mais fácil". E conclui: "Hoje penso que ninguém deve parar sua vida após ter sido ferida por alguém, pois pode haver um cara bem pertinho da gente querendo fechar essa ferida. Temos que parar se nos autossabotar e nos permitir ser mais feliz."

Por Juliana Falcão (MBPress)

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