Cumplicidade é a chave para a relação emplacar?

Cumplicidade é a chave para a relação emplacar

Foto: Divulgação

Aquele famoso ditado "os opostos se atraem" não é adotado por todos os casais. Há quem diga que encontrar um parceiro que goste das mesmas coisas faz com que a relação caminhe de maneira mais saudável, com muitos momentos de partilha e poucas brigas.

A apresentadora e modelo Fernanda Lima e o ator e modelo Rodrigo Hilbert são um exemplo de casal assim, cheio de cumplicidade. Eles têm uma sintonia que se percebe de longe e curtem vários momentos juntos. Mas essas afinidades são o segredo para manter o relacionamento?

Para o psicólogo Dr. Alexandre Bez quando há uma maior concordância nos gostos e nas particularidades de cada parte o casal será mais fortalecido em seus alicerces e, com isso, aumentará significantemente a sua estrutura relacional.

"A grande vantagem da concordância nos mesmos gostos é uma maior qualidade no tempo do casal, permitindo que as partes possam interagir mais entre si, em seus hobbies e/ou outros afazeres", diz.

Só que isso não é regra, viu? Dr. Alexandre afirma que a relação pode fluir muito bem se não houver essa empatia de gostos e de preferências pessoais. Para isso ocorrer o respeito quanto à adversidade alheia deve ser preservado. Um casal não necessita ser igual, apenas companheiro, carinhoso e dedicado.

Mas será que estar ao lado de alguém que gosta das mesmas coisas pode deixar a relação monótona? O psicólogo acha que não. Para ele, sempre se aprende uma coisa nova com o outro constantemente. Por mais que haja uma combinação efetiva entre o casal, são duas pessoas completamente diferentes entre si.

"São de culturas, criação, educação diferenciadas e isso já evoca um princípio pré-estabelecido da própria questão da individualização", defende. Não há uma comunhão de 100%, os gostos em algum momento irão distinguir-se por qualquer razão pessoal e inconsciente. A monotonia, se constar na relação, poderá ser dissolvida através da criatividade.

E esta tal criatividade, ou melhor "sair da caixinha", pode ser praticada por meio da inclusão de novas atividades para o casal ou da ampliação dos horizontes e das possibilidades daquelas já existentes. O casal não precisa fazê-las junto, mas, de qualquer forma, elas vão ajudar as partes a viverem novas situações e a terem novas compreensões do relacionamento.


É uma forma de o casal perceber que não é preciso ter medo do novo, de tentar ser diferente. "As diferenças ajudam a fomentar o diálogo nas adversidades que compõem o universo a dois. E tendo como base o diálogo, a rotina começa a ser dissolvida aos poucos", diz Dr. Bez. "As ‘Drs’ (discussões de relacionamento) ajudam o casal a ampliar os horizontes e melhorar os níveis de todos os campos que formam a relação. Inclusive o aspecto sexual pode ser incrivelmente recodificado e incrementado", garante o psicólogo.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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