Cresce o número de divorciadas com 50 anos

Cresce o número de divórcios aos 50 anos

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Atualmente, podemos observar que as pessoas inventam novas maneiras de vivenciar a felicidade dentro de um relacionamento amoroso, que as amarras sociais que as prendiam hoje quase não existem, e esse movimento já não tem limite de idade. Segundo pesquisas do IBGE de 2010, nunca houve tantos divórcios desde 1984, com uma diferença: a faixa etária subiu e chega perto dos 50 anos.

Os divórcios aumentaram quase 40% e a separação acontece numa época da vida em que certamente as pessoas estão maduras e já conquistaram a estabilidade na profissão e, principalmente, já notaram o que dá e não dá certo no casamento. No caso das mulheres, elas já se programaram para se separarem, esperaram os filhos crescerem, e, aos 50 anos querem viver a sua felicidade individual. O principal incentivo é o desejo de se livrar da vida em comum com alguém que a faz infeliz, e que não satisfaz as suas necessidades.

Uma outra característica é observada pelas mulheres e por especialistas: a mulher sai de casa e se arrisca em procurar um lugar novo, ou vai morar com uma amiga, já os homens voltam para a casa da mãe ou já se mudam para a casa de uma outra mulher. Esse fato não é fenômeno, ele sempre aconteceu assim, claro que há exceções.

Se levarmos em conta que as pessoas estão se casando mais tarde e optam por ter filhos mais tarde, concluímos que as mulheres estão saindo de relacionamentos falidos bem mais cedo que nossas mães, por exemplo. Elas passam menos tempo casadas e reagem antes da meia idade, dessa forma têm mais ânimo para se realizarem como pessoas.

A paciência e a disponibilidade para tentar se adaptar à vida em comum, a lidar com as diferenças que se destacam durante a convivência vai se esgotando com o passar dos anos. Esse era o cotidiano de nossas mães e avós.

Na nossa realidade, muitos casais nem esquentam direito a cama e se separam antes de completar um ano juntos, claro que esse número é reduzido, mas, fica a pergunta, quanto tempo é necessário para se ter a certeza de que o casamento realmente não deu certo?


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Por Giseli Miliozi

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