Conta conjunta ou separada?

Conta conjunta ou separada

A questão financeira, se não for bem administrada, pode ser motivo de muita briga e problemas sérios entre o casal. Na hora de decidir como organizar o pagamento de contas é indispensável que a questão seja muito bem conversada.

A consultora de finanças pessoais e nossa colunista, Suyen Miranda explica que a opção vai de cada casal, já que depende muito da diferença entre os salários dos dois, das contas a serem pagas e também da preferência de cada um.

A opção mais comum e, teoricamente mais simples de ser colocado em prática, é o uso de uma conta conjunta para o pagamento de despesas. É necessário ver a receita disponível juntando o que cada um ganha e então separar o valor necessário para o pagamento de contas. "Além dessa conta conjunta em que os dois contribuem, indico sempre que cada um tenha outra conta. De preferência uma poupança para guardar dinheiro e para que cada um possa usar como preferir o dinheiro que sobra do que é gasto com as contas da família". A ideia de abrir uma poupança vale também para os filhos, a consultora indica que até as crianças tenham desde cedo sua conta no banco.

Outra opção, normalmente preferida pelas famílias que tem mais dinheiro, é a de usar contas separadas. O dinheiro fica separado e o casal combina qual conta cada um deve pagar e isso vai sendo dividido com o passar do tempo e de novas despesas. Vale lembrar que nesse caso a boa conversa também é indispensável para evitar confusões e conflitos.

Quando um ganha muito mais do que o outro a questão pode ser tornar ainda mais delicada. "É importante que exista uma conversa franca para que um não se sinta com menos valor do que o outro por contribuir menos". Uma solução para isso é que cada um colabore de forma proporcional ao seu salário. "O casal pode combinar que cada um usa um terço do salário para pagar as contas de casa, por exemplo".


Suyen destaca que isso é importante para que a coisa não vire um problema de valores. A questão monetária pode se tornar uma questão emocional. "Existe aquele problema em algumas casas: quem não ajuda em casa não tem direito a opinião. Tem menos valor na família. Uma boa conversa pode evitar".

Por Larissa Alvarez

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