Como seguir a vida depois da morte do marido?

renata campos

Foto divulgação

Encarar a morte do prematura do marido não é nada fácil para ninguém, claro. E esse está sendo o caso de Renata Campos, viúva de Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco, que concorria à Presidência. O político morreu aos 47 anos, no dia 13 de agosto, em um acidente no seu jato particular que caiu em Santos (SP). O velório aconteceu no domingo (17), em Recife. Além da esposa, Campo deixou 5 filhos, sendo um deles com sete meses.

No entanto, dar a volta por cima é possível, sim. Esse foi o caso da representante comercial Lilian Silvia Gnann (48). Ela esteve casada com o comerciante Eliseu da Matta por 23 anos. Começou o namoro com 14 anos e manteve a união até 41 anos, quando o seu esposo faleceu por um infarto fulminante em seu quarto, ao lado dela. "Ele tinha 43 anos. Ainda tentei fazer alguma coisa, prestar um socorro, mas não houve tempo, foi muito forte. Quando perdemos quem amamos assim, tão rápido e perto, é desesperador. Isso aconteceu há 7 anos", conta a viúva.

Lilian conta que se pudesse dar um conselho a todas as viúvas, diria para manter a família unida, aceitar a situação e não entrar em pânico. "A não aceitação dificulta o crescimento em tudo", reforça. Ela afirma que fala sobre o assunto de maneira natural, apesar do trauma. Se lembra do marido com pontos positivos e, apesar da saudade, superou a perda gradativamente. "Muitos disseram que Eliseu viveu 80 anos em 43 anos de vida. A morte dele não foi fácil para a família, mas superamos com bom humor e momentos alegres que vivemos juntos", explica.

E o segredo para continuar a trajetória, sem cair em depressão ou mesmo abraçar o fracasso? Os filhos! Sim, mesmo dando forças aos filhos e os aconselhando nas horas que a saudade era mais forte, eram os próprios filhos que deram o apoio maior. "Trabalhávamos juntos, em um comércio da família. Tive que assumir sozinha, mas com o apoio diário dos meus filhos", explica. A viúva também conta que procurou não mudar a rotina da casa, pois para ela a vida tinha dado um novo começo.

A representante comercial é mãe de três filhos que também seguiram em frente na trajetória. "Na época, quem avisou a família e os amigos sobre o falecimento foi meu filho mais velho. Hoje, ele é um engenheiro formado, de casamento marcado para 2015. Meu filho do meio está estudando Engenharia Química - área que sempre gostou - e a filhota está no Ensino Médio, caminhando pra área da Saúde. Sou uma mulher feliz, privilegiada", afirma Lilian.


E se a família serviu de força, a vida profissional também serviu de apoio para conseguir superar a perda. "Como eu trabalhava diariamente, não tinha muito tempo pra me deprimir ou desaminar", afirma. Apesar de toda a superação, Lilian não se reprime ao dizer que o coração sempre guarda um pouco de lembranças: "A saudades... Ah! Essa é de matar! Até hoje sinto muita saudade, e por ele ter sido uma pessoa inesquecível", afirma a viúva.

Por Caroline Sarmento

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