Como sair da fossa sem se afundar mais?

O namoro terminou, o casamento acabou e o que sobra são lembranças, músicas tristes e sorvete. Como viver a fossa sem se afundar mais?
coração partido

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Ah o amor... Como é maravilhoso se apaixonar, sentimos que estamos no paraíso e que tudo se torna belo e perfeito. O detalhe é que a paixão quimicamente dura pouco tempo, em média, alguns meses apenas. E neste instante outros sentimentos entram nesta relação a dois, como cumplicidade, carinho, afeto e empatia um pelo outro. E as afinidades vão gerando histórias e o casal se torna parceiro. No entanto, em algum momento isto pode ficar ruim para ambos ou apenas para uma das partes envolvidas. Assim, a relação acaba: às vezes, não de comum acordo, mas para um dos envolvidos já não era mais satisfatório e por algum motivo termina.


Com o término, a falta da pessoa vai causar um desconforto na química cerebral, com uma sensação de dor e vazio que entendemos que, somente com o retorno do indivíduo amado (a) pode ser resgatado. Porém, este processo é necessário até para podermos valorizar a história vivida. E neste instante passa-se a reviver bons momentos e tende-se a esquecer dos ruins – é aqui que queremos voltar a todo custo a relação, mas a solução não está em consertar a antiga paixão adormecida.

No começo é cinza e triste, mas depois se percebe que realmente não estava tão bom para nós também. Ouvir músicas românticas que falem de términos, chorar, queixar-se com amigos e sair para diversão socialmente, são estratégias que utilizamos para lidar com este momento. E faz bem, sendo o curso natural.

A dica é...

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Nada adianta desespero incontrolável, antes de qualquer tentativa para reatar o relacionamento, aceite que foi bom enquanto durou e que prolongar apenas irá trazer aumento da dor. Este sofrimento vai passar com um pouco de dor, mas com o tempo vai embora. Se houver sintomas persistentes, que começam a afetar diferentes áreas da vida, como, por exemplo, o trabalho, ficando muito intenso, se estendendo além do esperado: lembre-se que tempo é subjetivo e varia muito de acordo com cada um. 

No entanto, respeitando as limitações, se a dor ainda estiver intensa, neste caso, o ideal é buscar ajuda profissional, como a psicoterapia para evitar que este fim se torne o início de um problema maior, ou seja, uma patologia/doença. Sendo, o término, apenas o estopim de outras situações passadas que precisam ser resolvidas.

Por Psicóloga Alessandra Giustina 

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