Ciclo vicioso...

Diariamente nos noticiários televisivos, vemos notícias de mulheres agredidas e violentadas, física e/ou psicologicamente por seus companheiros. Com a efetivação da Lei Maria da Penha os números não têm diminuído. O que mais me intriga é que apesar da violência sofrida, a grande maioria delas, depois de um tempo, retiravam as queixas e voltavam aos seus agresores. E mesmo com a alteração da Lei, onde essas mulheres não podem mais retirar a queixa, as ocorrências só vem aumentado.

Eu não entendia como isso era possível e como essas mulheres aceitavam tal condição, até me deparei com tal situação mais próxima de mim do que gostaria.

Como contei em meu primeiro post, tenho enfrentado diversos tipos de agresões, fico e/ou psicológicamente, entre tapas como nas antigas brigas(que não ocorrem mais) e xingamentos, submissões, humilhações, para tentar manter meu casamento.

Ele sempre me deixa na pior e depois de todo esse ritual, ele ainda me manda embora, mesmo sabendo q não tenho família e nem para onde ir.

Então, eu choro, termino com ele, vou embora pra casa de alguma amiga, ou alugo algum lugar, e depois ele se reaproxima, chora, me enche de esperanças de uma vida melhor, me proteme mil coisas.

Eu acredito e dou mais uma chance, e por um certo tempo vivemos bem, com carinhos, agrados, beijos, o sexo já é difícil de rolar mesmo nessas situações por eu estar muito magoada, mas vivemos bem, como um casal feliz.

Depois desse tempo começa tudo denovo, os xingamentos, as desconfianças...e me deparo novamente com o imprevisto.

Esse ciclo que esponho aqui, eu já o vivi tantas vezes, que até perdi as contas...

Este fim de semana passei por mais uma dessas situações.

Estávamos já a algum tempo sem contato, apenas brigas, cobranças e desconfianças, foi quando escrevi o primeiro post.

Eu estava na casa dele a espera de que ele me falasse alguma coisa pra eu ficar, pra que eu não precisasse sair e depois voltar, como sempre. Mas não, ele não falou comigo, ou quando falou, foi grosseiro e já dormíamos separados à varios dias.

Cansada de sair e voltar, eu havia tomado uma decisão, eu iria recomeçar minha vida, iria terminar com ele pra sempre.

Aluguei uma kitnet, arrumei minhas coisas, coloquei dentro do carro e na hora de ir embora caí no desespero.

A dúvida que eu tinha se ainda o amava logo teve sua resposta, não pude me imaginar viver sem ele, estar sozinha, apesar de já ter feito planos da minha vida de solteira e acreditar que viver sozinha era melhor decisão. E ele chorou comigo, disse que me amava e que não sabia viver sem mim, então, logo eu estava arrumando minhas coisas na casa dele denovo.

Em todas as vezes que eu fico na pior, eu prometo pra mim mesma que não me permitiria passar por essas situações novamente, mas eu me permito e isso se trona um ciclo vicioso, o qual não consigo me libertar.

Eu queria realmente que nossa relação desse certo, mas esta tem tantos problemas, que já não sei se é o certo lutar por ela.

Pelo contrário, acho que eu me dedicaria muito mais ao trabalho e estudos se eu não tivesse estes problemas pra me preocupar, e q teria mais amigos também, porque não teria ele pra os afastar de mim, que teria mais força, autoestima, que viveria melhor solteira.

Mas apesar de eu saber o que é melhor pra minha vida, e qual decisão eu devo tomar, a distância entre o saber e fazer é gigantesca, porém, à cada separação meu passo se tornar maior.

Comente

Assuntos relacionados: sexo