Chega de beijar sapos

Chega de beijar sapos

Foto: divulgação

Ela já beijou mais sapos do que gostaria e, após uma série de namorados abaixo da média e um casamento fracassado, Madeleine Lowe encontrou seu príncipe encantado. E divide agora com outras mulheres a feliz experiência no livro "Pare de Beijar Sapos" (Universo dos Livros, 2010). O namorado a pediu em casamento e eles vivem felizes em Yorkshire, na Inglaterra. Mesmo super realista, Madeleine ainda aguarda o palácio com vinte cômodos.

O livro dela é um guia para a vida real, perfeito para quem não aguenta mais errar de alvo e acabar sempre sob o teto (ou nos braços) errado. E serve também de ajuda as ansiosas que querem descobrir a verdade sobre o que funciona (e o que não funciona) na busca por um final feliz.

A ideia da autora era criar uma obra que pudesse ajudar às mulheres a encontrar um relacionamento verdadeiro e duradouro. E, com uma visão franca, ela ensina a trilhar o caminho em busca de um final feliz - sim, ele existe!

Em entrevista ao Vila Dois, Madeleine explicou por que mulheres bonitas e inteligentes acabam ficando com sapos ao invés de príncipes e deu dicas às solteiras de plantão. "Sapos nunca se transformam em príncipes, não importa quantas vezes você os beije", garente.

Por que as mulheres inteligentes e bonitas acabam com sapos, em vez príncipes? Quando eu estava escrevendo o livro, logo se tornou evidente que ser inteligente e/ou bonita não o desqualifica de fazer más escolhas. Na verdade, é comum ver que mulheres bem sucedidas em outras áreas de suas vidas são as que fazem as piores escolhas. Quando olhei para o porquê disso, eu encontrei uma série de razões diferentes - as experiências da infância, a vida familiar, as expectativas, a influência da mídia, auto-imagem, eventos de vida dramática - um monte de coisas. Nunca é apenas um motivo. O que é certo, entretanto, é que os sapos nunca se transformam em príncipes, não importa quantas vezes você os beije!

Será que realmente precisamos beijar muitos sapos até encontrar o príncipe encantado?

Seria tão mais fácil se não tivéssemos que passar pela dor de um relacionamento ruim, antes de encontrar um bom. Mas, na verdade, as nossas experiências nos fazem mais fortes e mais sábias. Certamente ajuda você a reconhecer e apreciar um bom homem quando você encontrar um (e há muitos por aí!). Por ter meus 20 anos saindo com sapos, sou muito mais grata ao meu marido agora eu estou na casa dos trinta. Nós somos muito diferentes de diversas maneiras - e certamente não concordamos em tudo - mas eu sinto que a minha experiência me faz uma pessoa muito mais grata, paciente e amorosa. E o mesmo vale para o meu marido - espero!

Qual seu conselho para mulheres solteiras? Elas podem ser tão felizes quanto as comprometidas - ou até mesmo mais felizes?

Ser solteira não é diferente de estar num relacionamento. Um não é melhor que o outro. Tudo depende se você está feliz. Eu amava minha solteirice por anos - e certamente aproveitei o máximo! Mas eu também adoro estar em uma relação de compromisso com crianças.

Quando foi que você decidiu escrever esse livro e de onde você tirou inspiração?

Decidi escrever este livro depois que vi uma amiga passar por um horrível término com o namorado. Ele se comportou assustadoramente em todo o seu relacionamento e eu comecei a me perguntar por que tantas mulheres incríveis colocam-se com homens tão difíceis. (E vice-versa!) Eu também queria aproveitar a oportunidade para uma auto-análise. Você muitas vezes não tem tempo para parar e pensar por que você tomou decisões certas.


Você acredita em finais felizes e "felizes para sempre"?

Sim, definitivamente! Mas ao invés de um final feliz, eu gosto de pensar nos inícios felizes. Quando você finalmente encontrar um homem sensível e amoroso e começar a se acalmar, é apenas o começo de uma longa jornada. Relacionamentos, mesmo felizes, dão trabalho exigem comprometimento - sempre vão existir tempos difíceis ao longo do caminho. Eu sou um otimista em relação às pessoas e os relacionamentos - acredito que há uma tampa para cada panela.

Por Sabrina Passos (MBPRess)

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