Casamento - Quando os filhos podem atrapalhar...

Casamento  Quando os filhos podem atrapalhar

Para a maioria dos casais, o nascimento de um filho é sinônimo de felicidade e realização de um sonho. Há quem acredite que um bebê pode até salvar um casamento em crise. Mas é possível que essa nova pessoinha que, de repente, começa a fazer parte da sua, desestabilize ainda mais a vida a dois, principalmente em recém-casados. Como então saber qual é a melhor decisão para o casamento?

A psicoterapeuta Maura de Albanesi, do Instituto de Terapia Avançada AMO, em São Paulo, recomenda que recém-casados, por exemplo, esperem pelo menos dois anos, para que a decisão de ter um bebê esteja então amadurecida. “Conciliar fraldas, mamadas e noites mal-dormidas com o tempo necessário para os pais se curtirem não é tarefa fácil”, avalia. Durante esse período, entre união e a chegada do bebê, o casal deve aproveitar para se conhecer melhor, se entender, sair para se divertir, aproveitar a vida conjugal, viajar e buscar uma infra-estrutura para formar uma família.

Se a decisão foi tomada e o sonho é comum aos dois, é preciso lembrar que, principalmente para as mulheres, o tempo vai ficar curto e as tarefas acumuladas. Ai o casamento tem grandes chances de ruir, por conta da falta de tempo, de administração da esposa em relação aos outros assuntos da casa e até de cooperação do marido. “O melhor caminho, nesses casos, é o diálogo. Troca de experiências com outros casais também pode ajudar”, sugere Maura.

Agora se o casamento já está em crise, alerta vermelho. A psicoterapeuta afirma que, ao contrário do que muita gente pensa, a presença de uma criança não irá devolver a harmonia ao casal. “A chegada de um bebê irá escancarar o desequilíbrio e a desunião do casal. Os pais vão até pensar que foi o filho quem trouxe os problemas. Entretanto, na verdade, eles já tinham problemas antes mesmo da gravidez”.

O ciúme é outro aspecto que causa a instabilidade do casal. Muitas mulheres, quando se tornam mães, esquecem um pouco do papel esposa - e o homem pode se sentir excluído desta relação. Aí, para surgirem dúvidas sobre quem é mais importante é um pulinho. Nesse caso, é preciso tentar manter a unidade para responder essas questões com clareza. “Quase todos esses dissabores podem ser evitados se o casal estiver muito firme e seguro do papel de cada um junto ao filho. Desta maneira, ninguém vai se sentir excluído - e sim incluído nesta relação”, completa Maura.


Portanto, a maternidade não precisa ser adiada para sempre ou evitada completamente. A sugestão é que seja pensada e planejada para que, aí sim, se transforme em sinônimo de coisas boas.

Por Sabrina Passos (MBPress)

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