Candy Crush: vicio atrapalha o relacionamento?

Candy Crush vicio atrapalha o relacionamento

Foto: Tetra Images/Corbis

Dentro do ônibus lotado, entre uma parada e outra do trânsito, antes de dormir, na hora do almoço, no intervalo entre uma tarefa e outra. Você vai encontrá-los em qualquer lugar. Os viciados em Candy Crush deixam tudo de lado para mergulhar no mundo tecnológico de cores e doces.

Se você é um dos poucos que ainda não ouviu falar do assunto, lá vai: o Candy Crush é um game que pode ser jogado no Facebook ou em smartphones com sistema iOS ou Android. A brincadeira, bem no estilo Match 3, tem como objetivo básico combinar três ou mais peças do mesmo formato ou cor. O cenário colorido e os desafios prendem o participante a tal ponto que ele nem percebe a hora passar, tentando avançar de fases para explorar mais ainda a montanha de guloseimas.

O vício pelo jogo já virou piada. O site "O Bairrista", que faz paródias sobre temas atuais do Rio Grande do Sul, noticiou que o governo gaúcho anda tão preocupado com a "febre" do Candy Crush que vai criar uma clínica para viciados no game. Inclusive cita um caso preocupante: um médico deixou de atender a um paciente porque tentava sair da fase 66 do jogo.

Até os relacionamentos estão comprometidos por conta do Candy Crush. O jovem Cadu Dias, cansado de competir com o joguinho pela atenção da namorada, a cantora e compositora Carol Feghali, decidiu fazer uma canção ("Perdi minha mulher pro Candy Crush") e postar no YouTube. O vídeo já teve mais de 240 mil visualizações.

Já outros casais adotaram o ditado "Se não pode com eles, junte-se a eles. Cristiane Menezes, do blog Mania de Casal, diz que foi apresentada ao jogo por uma amiga. Chegou a deixar o namorado de lado até achar uma solução: "Enviei convite para ele conhecer o jogo e hoje ele também está viciado. Ficamos tentando passar a fase que o outro está", comenta.

Tatiana Santos, criadora do blog "Menina Digital", conta que conheceu o joguinho pela App Store, vendo os jogos que estavam sendo mais acessados. "Eu viciei todos ao meu redor, desde minha companheira, tias, primas etc.", conta.

Ela está "empacada" na fase 65 há mais de três meses e diz que só falta morrer de raiva. "Aí parei de jogar, mas logo quando conheci acessava em média umas duas horas por dia no mínimo. Era no banheiro, antes de dormir, durante a novela, fila de espera, não tinha lugar!"

Nathália Kalil, criadora do blog "Apps para Meninas", contou que conheceu o jogo pelo Facebook, após receber algumas solicitações. Entrou por curiosidade e se viciou logo na primeira tentativa. "Gasto as vidas que eu tenho e as que meus amigos mandam. Assim que elas acabam, desligo o celular e durmo. Isso pode demorar 10 minutos ou até uma hora". Inclusive no blog da jogadora as visitantes podem encontrar dicas sobre o Candy Crush e truques para ganhar vidas sem a ajuda dos amigos.


A blogueira declara ainda que sua vida social não foi abalada por conta do Candy Crush, mas confessa que a de seus pais sim. "Apresentei o jogo para minha mãe e tenho dó do meu pai agora! Ela fica toda concentrada nos docinhos o tempo todo em que não está trabalhando! Ela não larga o celular e ainda fica brava quando demoro a mandar vidas ou destravar episódios", conta aos risos.

Juliana Falcão (MBPress)

Comente